26/12/09

O INTERCÂMBIO VAI DE MAL EM PIOR


Hamas exigiu um postrer esforzo de Israel referido a dois dos archi-terroristas encarcerados: Marwan Barghouti e Ahmed Saadat. O Governo israeli já estava presto a libertá-los e à sua deportação.

Mas Iran nega-se à deportação porque quere que Barghouti esteja no West Bank para ré-emprazar ao moderado Abbas. UM fracasso de úlktima hoira no trato danaria gravemente as expectativas eleitorais dos dirigentes de Hamas em Gaza, que já têm viajado de imediato a Síria para convencer a Mashaal –o títere iraniano- para que aceite a deportação.

Israel, como sempre, garantiu um trânsito seguro dos dirigentes de Hamas desde Gaza a Egipto –em vez de liquidá-los na fronteira e dar por cerrado o “problema Shalit”.

QUEM MATOU AO RAV MEIR JAI?




Outro judeu tem sido assassinado mentres conduzia pelas estradas das áreas libertadas. O Rav Meir Avshalom Jai (D’us vingue o seu sangue) foi assassinado pelos vermes de Fatah, que são pertrechados e entrenados pelo General Keith Dayton no nosso próprio país. Agota tem sobre a sua conciência sete rapazes judeus orfos. Vejamos se Obama inclui o “Exército de Dayton” na lista de organizações terroristas do FBI.

Obama é um criminal, disso não cabe já dúvida. Adica-se a entrenar aos terroristas que massacrarão judeus. Um dia destes esse vírus com forma humana aprenderá que o D’us de Israel nem durme nem esquece. Mas não nos enganemos. Pode que Obama seja um irrelevante ántisemita; mas Israel é uma nação soberana que se move como um servo lobotomizado. Os autênticos misseráveis estám muito mais perto do que acreditamos.

Netanyahu, Barak e os demais traidores do Governo mataram ao Rav Jai na mesma medida que o verme de Fatah que o abateu a tiros. Quem é que se nega a expulsar a estes animais árabes do país? Quem trata de apaciguar a Fatah, Hamas e Hezbolá, e permite que o exército dos EEUU entrene dentro das nossas fronteiras a estes bárbaros nas mais inovadoras tecnologias do crime? Quem suprime os controlos de estrada e os checkpoints para assim garantir o assassinato de mais judeus? Quem perpetua o mito do “Islám moderado” e dos “sócios da paz”, e a imbecilidade de que a Brigada dos Mártires de Al Aqsa não é o mesmo que Fatah? Quem fixo possível que os selvagens de Fatah assassinassem outro judeu?


Morte àqueles que se alimentam do sangue judeu, seja qual for o seu nome e a sua forma ! Devem ser exterminados como as 7 nações de antanho, antes de que mais crianças fiquem orfas. A quinta coluna árabe tem que se transferida aonde seja. Obama semelha preocupar-se muito por eles: pois que os leve com ele. Poderiam ser fazilmente reubicados nos EEUU., onde sobra sítio para tamanhe empressa. Deixemos que se amose humanitário com estes seres inhumanos no seu próprio país, onde seguro que os seus fanáticos partidários os abrazarão com o amor e a compassião que profesam face aqueles desgrazados que não vivem perto de eles.

Algo mais antes de rematar; devemos fazer que lhe quede claro algo a Netanyahu: aqueles de nós com olhos no rosto e capazidade para distinguir as cores não poderemos esquecer jamais que as suas mãos estám tingidas de vermelho. Nem todo o xabão do mundo poderá limpar essas manchas.

Que D’us vingue o sangue do Rav Jai e proporcione conforte às suas orfas crianças! Que sejamos dignos de presenciar a vingança do Todopoderoso com os nossos próprios olhos!


DANIEL BEN SHMUEL ISRAEL

25/12/09

24/12/09

A SOIDADE DE TZIPI


Muitos dos partidos políticos de Israel têm uma longa história, que antecede inclusso à proclamação do Estado de Israel. Kadima não vai estar nesse selecto clube. Pelo contrário, Kadima tem uma das mais patéticas e vergonhentas histórias de entre todos os partidos da história política de Israel.

Foi fundada a partir dum grupo de parlamentários do Likud, comandados por Ariel Sharon e Ehud Olmert, que se enfrontaram abertamente com os postulados da plataforma política na que resultaram eligidos. Ante a atónita olhada dos cidadãos israelis implementaram a “Desconexão”. E depois fundaram Kadima.

O único que tinham em comum era a sua cega ambição. Tzachi Hanegbi declarara orgulhoso que era um “supermercado de opiniões” –disposto a oferecer o que cada um quigesse ouvir.

Há ano e meio, quando Bibi Netanyahu falou ante a primeira Convenção Internacional de Bloggers Judeus, dixo que a sua intenção era que os parlamentários de Kadima regressassem ao Likud. E semelha que está tendo éxito na sua iniciativa. Tzipi Livni tem sido incapaz de despregar o liderádego necessário para manter unidos aos membros da Knesset pertencentes a Kadima. Kadima está-se desfazendo aceleradamente pela direita, pela esquerda e pelo centro.

Agora Tzipi chora por Kadima. Mas pouco lhe preocuparam os cidadãos israelis que perderam os seus fogares, negócios e trabalhos pela sua política de desconexão.

Auge e caída. Tzipi está acabada, tras a sua estrategia de isolamento numantino. Deixemo-la em paz, na sua soidade.



BATYA MEDAD

AS NEGOCIAÇÕES POR SHALIT AFOGAM NA HIPOCRESIA



Dirigindo-se aos familiares das vítimas do terrorismo, cujos verdugos serão recompensados com a posta em liberdade a câmbio dum insignificante cabo, Netanyahu situou a questão na disjuntiva entre “redimir cautivos” e “proteger aos cidadãos”. Por suposto, a Bibi pouco lhe importa o cautivo; limita-se a doblar a testuz ante os alaridos dos mass media.

As enquisas indicam que perto dum 60 % dos judeus israelis são partidários do troco a câmbio de Shalit. Que melhor prova da ineficácia da educação democrática numa época na que os mass media são quem fabricam a opinião pública?

O Governo israeli, orgulhoso como um avestruz com a cabeza soterrada na areia, nega-se a falar directamente com Hamas. No canto disso, utilizam a mediação alemã.

A negociação acha-se estancada em menos de uma dúzia de nomes. Centenares de outros assassinos –e futuros assassinos- não são questionados. O Governo ignora um facto evidente: que os árabes israelis são tão inimigos como os seus irmãos do West Bank, negando-se a soltar aos terroristas que tenham residência israeli. O lógico deveria ser libertá-los e expulsá-los junto com os seus milhão e meio de compatriotas, que actualmente vivem em Israel.

Semelha que só resta uma ínfima possibilidade de que Netanyahu e as cabezas visíveis do Shabak e o Mossad fagam prevalecer a sua postura, contrária ao intercâmbio, fronte Barak e Ashkenazi.

DENIGRANDO O ISLAM EM SUÍZA


O referendo do mes passado em Suíza –que puxo fim à construcção de mais minaretes- tem gerado uma veemente oposição e desaprovação nos suspeitosos habituais da esquerda e entre os muçulmãos.

Mas não foi a clã transnacional da esquerda europeia quem tem objectado a proibição; as próprias elites dirigentes de Suíza amosaram-se escandalizadas pelo “razismo” dos seus queridos paisanos, tendo sinalado a sua intenção de utilizar qualquer pretexto legal para anular os resultados do referêndum, se é que podem.

Num caso com reminiscências da acusação de “discurso do ódio” cursada contra Elisabeth Sabaditsch-Wolff em Áustria, o edigtor duma revista suíza tem sido acusado de “denigrar o Islam” nas suas manifestações “razistas” num programa de TV. Esta farsa é uma óbvia represália pelo seu apoio à proibição dos minaretes.

Velaqui a traducção dum artigo aparecido no “Het Vrije Volk” sobre o caso:



Esquerdistas suízos querem silenciar ao editor duma revista

O editor-chefe da publicação suíza Weltwoche, Roger Köppel, tem sido denunciado pelos Socialistas de Zurich. A razão: a violação duma lei ánti-razista. Num programa televisivo, segundo a gestapo do pensamento socialista, Köppel “denigrou sistematicamente e vilipendiou aos membros da religião islâmica rebassando, portanto, os limites do razismo”.

Os gardas do politicamente correcto, as Juventudes Socialistas (Jungsozialisten) do Cantão de Zurich, promoveram uma reclamação criminal ante o Fiscal público de Zurich.

Acusar a Roger Köppel de razismo –um homem que, apesar dos vozingleiros esquerdistas, sempre tem argumentado com razoamentos bem construídos- dificilmente pode ser superado em absurdo. Em todo caso, são os esquerdistas quem “prendem a mecha do medo” tratando de acalar qualquer crítica do Islam tachando-as de fascistas ou razistas.

Os Jungsozialisten orgulhosamente anunciam:

“Roger Köppel, editor chefe da Weltwoche, através de várias manifestações nos números 43 e 47 da sua publicação deixou claro que a gente de fê islâmica que vivem em Suíza são uma grande ameaza para a seguridade e a orde no país devido à sua religião e que, desde a sua perspectiva, não se debe ser tolerante com eles. Segundo ele o Islam é um sistema de controlo político e uma ideologia político-religiosa de conquista.
(…)
No mencionado show televisivo, “Tele Züri”, fixo afirmações semelhantes e manifestou que os muçulmãos que residem em Suíza deveriam ser considerados ‘um exército hostil’.

Com estas afirmações, Roger Köpel tem violado claramente o artigo 261 bis do Código Criminal, por denigrar e vilipendiar sistematicamente aos membros da religião islâmica.

Roger Köpel tem sobrepassado os limites do razismo. Com essas mnanifestações, prende-se a mecha do medo, instiga-se a discriminação em Suíza, e os muçulmãos são estigmatizados. Isto nem pode nem vai ser aceitado pelas Juventudes Socialistas. Com a nossa denúncia queremos dar um aviso contra a intolerância, porque o razismo em Suíza, não importa por quem e contra quem, não será tolerado”.

Provavelmente os esquerdistas sejam simplesmente uns pésimos perdedores incapazes de perdoar a Roger Köppel por ter estado, desde o comezo, do lado dos que ganharam o referendo democrático.

Quando perdem, os socialistas amosam o seu autêntico rosto.



BARON BODISSEY

O RABINO CHEFE OFENDIDO POR UM SANTO



O Rabino Chefe de Israel, Yona Metzger, um indivíduo notoriamente corrupto, dixo sentir-se profundamente “ofendido” pela decisão do Papa de santificar a Pio XII.

No contexto da Trindade e do nascimento a partir duma mulher virge, a que judeu lhe importa a “santidade” de Pio XII?

23/12/09

BABEL XXI



Israel não tem mais remédio que pôr fim à aliya e revocar a Lei de Retorno. Algo no que levamos já uma década de retrasso.

Arredor de 1993 rematou a aliya da judearia soviética, e apenas ficaram bolsas de potenciais imigrantes judeus no mundo. A imensa maioria da grande Diáspora judia nos EEUU, Canadá, Austrália e a França não tem pensado desprazar-se a Israel. Inclusso no improvável caso duma situação de emergência, marchariam a qualquer outro país occidental antes que a Israel. Para além disso, Israel sempre poderia adoptar uma legislação de emergência, chegado o caso, para permitir a entrada de judeus norteamericanos e europeus.

A partir de comezos da década dos noventa, a aliya não tem feito mais que incrementar o que custa denominar de maneira distinta a “judeus de pega”: eslavos que descobriram um tataravó judeu, cristãos etíopes aos que se lhes dixo que os seus remotos ancestros foram judeus conversos, paganos hindus proselitizados para o judaísmo, e coisas semelhantes.

Mas a aliya tem-se convertido em algo perigoso, sobretudo, em duaas das suas variantes: os conversos e os árabes. Actualmente os esforzos de Israel centram-se em deter a migração de negros ilegais. E que vamos fazer se comezam a abrazar o judaísmo em Kenya? Os negros têm pensado honestamente acudir a uma sinagoga (provavelmente financiada por alguma ONG judia-norteamericana, aprender honestamente o que é o Judaísmo, abrazá-lo honestamente, e praticá-lo honestamente no seio da sua comunidade durante nove meses, como estipula a legislação actual? Em três anos uma quantidade potencialmente ilimitada de judeus de novo cunho estaria chamando às portas de Israel. As autoridades rabínicas de conversão poderiam promulgar impedimentos adicionais, mas uma vez que os mass media se comovessem com os nergos praticando “judaísmo” e vendo como se lhes nega a entrada a Israel, as protestas rematariam obrigando-nos a permitir o seu accesso no país. Este foi exactamente o cenário que se dou com os Falash Mura cristãos, e que se está repetindo com os prosélitos hindus Bnei Menashe. O nosso país vería-se asulagado de aderentes ao judaísmo que, sem embargo, são falsos judeus.

O judaísmo nunca foi só uma questão de religião. Os idólatras judeus dos tempos do Tanaj eram considerados judeus. Porém, os samaritanos, que aderem ao judaísmo, não eram considerados judeus e foram rechazados quando trataram de unir-se a nós na construcção do Segundo Templo. Vários pequenos reinos converteram-se ao judaísmo, mas até onde estamos informados os seus residentes não se assimilaram na nação judia.

Este é o quid da questão: os judeus não conformam apenas uma religião, senão uma nação. Qualquer pessoa pode aderir uma religião determinada, mas uma nação vem definida por outros aspectos: tradições continuadas, história e cultura comuns, e a apariência dos seus cidadãos. Se vos soa razista, sabede que não o é. Os negros e os índios não têm nada de máu, mas eu estou acostumado a que os judeus sejam, mais ou menos, brancos. Não há problema algum em assimilar um pequeno número de judeus negros –não o 2% da população que o Governo israeli tem traído ao nosso país-, mas eu não estou preparado para que a nação judia de súpeto seja negra. Carecem da nossa cultura, da nossa história, do nosso aspecto: não são como nós.


Fixade-vos nisto: o 90% da população mundial é mais pobre que os israelis, e o 80% são mais pobres que os pobres que haja em Israel. Gostaria-lhes viver aquí, e muitos de eles não têm problema algum em cambiar a sua religião de crenzas paganas a tal fim. Se os judeus acordam continuar com o fluxo de chegada de benvindos prosélitos, que pelo menos recibam com os brazos abertos a gente que seja semelhante a nós: comezemos fazendo proselitismo em Bielorrússia, por exemplo. Quando menos, demos certificado de judeidade àqueles que estejam acostumados a trabalhar duro e que aprezem a educação –e que se podam integrar na nossa economia desenvolvida.

Os profetas vaticinaram o dia em que todas as nações reconheceriam o D’us judeu. Semelha termos chegado ao fim dos tempos e isso está acaecendo agora. Pois muito bem. Mas não é preciso que se desprazem à nossa Jerusalém. Que se sintam judeus e vivam nos seus países de residência. Tras uns quantos séculos de persecução ali, uma história de superivência e combate contra os seus detractores locais, os prosélitos de hoje poderiam chegar a ser considerados como nós –se não no seu aspecto, pelo menos nos seus patrões de conduta. Mas a dia de hoje, não.

A Lei de Retorno também é um perigo a causa dos árabes. Se Israel joga a ser uma democracia etnicamente cega, como dar a benvinda a judeus que na sua vida têm posto um pê aquí e negar-se a ré-admitir aos árabes que viviam aquí apenas 60 anos atrás? Os refugiados judeus do 135 a.n.e podem regressar, mas não os refugiados árabes de 1948? Os árabes e os ultraesquerdistas têm cursado infinidade de reclamações ante a Corte Suprema nesse sentido, negando-se esta a tomá-las em consideração –porque não existe base legal para tão tremenda discriminação. A única solução é renunciar ao carácter de Israel como sociedade etnicamente cega –e inclusso como sociedade religiosamente cega e historicamente cega; mas os defensores do Helenismo democrático não estám pelo labor. De modo que temos que suturar o vazio legal da Lei do Retorno antes de que os árabes entrem a borbotões através de ele.

Um regueiro de imigração “judia” continuará através da Lei de Retorno, através dos planos de reunião “familiares”. Israel praticou este tipo de imigração com a URSS: os judeus russos receviam convites de remotas –ou inexistentes- tia-avoas israelis. De ser levados a cabo com um minucioso escrutínio pelo Ministério de Interior, não teriam accedido ao país –como também não seria admitido que houvesse árabes no nosso país.

Derrogar a Lei de Retorno seria o lógico para a moderna identidade judia. Essa Lei dá entrada a nihilistas judeus, deturpando a componhente religiosa da judeidade. Fechando Israel à imigração, criaríamos uma nação israeli de judeus e sémi-judeus, e livre de árabes. Os israelis seriam uma modélica entidade política. Demonstrariam a sua judeidade combatendo por Israel e pagando impostos aquí. Na Diáspora a identificação política não serve para nada, e a judeidade seguirá sendo definida em termos meramente religiosos.

A diferenciação política e religiosa aqui proposta não é nada novo. Existiam judeus muito diferenciados em Israel e Judea –e depois em Judea e Samaria. As comunidades de prosélitos judeus são benvindas, sempre que se desenvolvam na Índia ou em Etiopia. Mas não há sítio em Israel para uma Torre de Babel.


OBADIAH SHOHER

DESCULPAS DE MAL PAGADOR


Segundo o jornal proárabe Ha’aretz, o ex Presidente Jimmy Carter, o mais nefasto dirigente em dois séculos e pico de história dos EEUU, pediu o passado luns desculpas à comunidade judia por qualquer estigma negativo que ao longo dos anos o seu errático agir tenha causado ao Estado de Israel.

Este ídolo dos progres de todo o orbe, tem-se significado ao longo de várias décadas como um modélico ánti-semita, recolhendo parte das suas invectivas contra o povo judeu e o Estado israeli no libelo intitulado “Palestina: paz, não apartheid”.

O caduco asesor de Obama tem acusado desde sempre a Israel de impedir o processo de paz no Meio Leste pela sua política de construcção de assentamentos –política que segundo ele, e os seus fans da esquerda, conduz a um Estado de apartheid- e de interferir nos nobles intentos do amigo americano de instaurar a paz na zona.

“Devem reconhecer-se os logros, baixo difíceis circunstâncias, de Israel na sua relação com a sua população árabe, e qualquer crítica não debe ser utilizada para estigmatizar a Israel”

“Como teria feito em Rosh Hashaná ou Yom Kippur –mas que é apropriado fazer qualquer dia- oferezo a minha Al Het [pregária do Yom Kippur na que se pide perdão a D’us pelos pecados cometidos] por qualquer palabra minha que tenha resultado ofensiva”, veu afirmar.

Faltou-lhe tempo ao dirigente da Liga Ánti-Difamação, Abraham Foxman, para aceitar as desculpas de Carter, proclamando que supõem o comezo da “reconciliação”.

Segundo o conceito judeu de arrependimento, senhor Foxman, as palavras não bastam. Um câmbio de conduta é fundamental para poder receber perdão. E Carter não tem modificado de momento a sua conduta habitual. Quando a publicação CAMERA, publicou documentação detalhada contradizendo as manifestações de Carter publicadas no International Herald Tribune o mes passado, nas que mentia abertamente sobre a devastação da faixa de Gaza –entre outras falsidades- Carter negou-se rotundamente a rectificar.

Um pequeno passo no caminho do arrependimento seria reconhecer aos editores desse jornal as suas mentiras e amosar-se disposto a rectificar.

A LONGA AGONIA DO ESTADO DE DIREITO ISRAELI



Atrapado entre o sentido comum e a pressão mediática que exige a volta dum insignificante cabo (membro duma família de esquerdas com bons contactos), o gabinete de seguridade israeli foi ontem incapaz de tomar uma decisão depois de três reuniões consecutivas. Perguntamo-nos como reagiriam numa situação militar crítica, quando ante um troco de 1 por 950 necessitam tanto tempo de deliberação.

Hamas não vai ceder um ápice nas suas demandas. Portanto deverão fazê-lo os dirigentes israelis.

O trato está fechado. Agora, o Governo apenas implora que os terroristas de Hamas aceitem a sua expulsão do West Bank tras a sua posta em liberdade.

Fatah já está avaliando as medidas a tomar para esmagar a Hamas no West Bank. A libertação dos terroristas supõe a acta de defunçao de Abbas e os seus “moderados”. O Governo de Israel volve demonstrar que só entende a linguagem da chantagem.

Mentres, os soldados israelis volveram arriscar as suas vidas para arrestar a nove terroristas na passada madrugada. Terroristas que, eventualmente, também serão libertados em breve.

Dado a actual rátio de intercâmbio, os palestinianos apenas necessitam seqüestrar dez israelis mais para que todos os seus presos nos cárceres israelis sejam postos na rua.

ÁNTISEMITAS HABITUAIS


Ao final deste texto acharedes o nome de 16 ONG’s, incluíndo Amnesty International e Oxfam, que se têm unido para dejectar um informe sobre a situação em Gaza, que seria cómico se não fosse tão sinistro. Se às vezes vos perguntades “que é o que eu posso fazer?”, acudide às suas páginas webs, escrevede aos seus directores e, onde poidades, acercade-vos às sedes das vossas entidades governamentais solicitando que de modo imediato lhes seja retirado o status de ONG’s. Fazede-o. Velaqui cinco razões pelas que o devedes fazer:

1) O informe exige ao Quarteto (União Europea, ONU, Rússia e EEUU) “que iniciem o diálogo político com todas as facções palestinianas”, rematando com o que denoimina “a fracassada política do não-reconhecimento”. Desculpas, mas: quem acreditam ser estas organizações para proclamar que a negativa a legitimar a vileza ántisemita dos grupos terroristas palestinianos como Hamas ou a Yihad Islâmica tem “fracassado”? Quem têm fracassado, na realidade, são Hamas e a Yihad Islâmica que agora estám mais ou menos a raia e têm visto ressentida a sua legitimidade internacional. Coisa que nos parece positiva. Se a estas ONG’s não, que se expliquem.

2) De modo semelhante, deveriam explicar por que, a pesar dalgumas referências de passada a Israel e os “foguetes” palestinianos, as 18 páginas do seu informe não mencionam os termos “terrorismo”, “terrorista” ou “terror” nem uma só vez –o qual erradica do contexto a política Israel face Gaza. Trata-se de ignorância, desvergonha ou ambas coisas?

3) O informe faz um chamamento a todas as partes para rematar com a violência, e afirma que Israel “deve asumir as obrigas da sua condição de Potença Ocupante e cesar na sua política de castigo colectivo, rematando com o bloqueio e abrindo todos os passos fronteirizos. Também deverá rematar com as incursões ilegais e ataques contra Gaza”. Três coisas aquí:
a) Por que estas ONG’s denominam “castigo colectivo” à luta ánti-terrorista?
b) Por que deveria Israel finalizar as sanções contra um regime juramentado na sua destrucção?
c) Que significa que Israel deve rematar “os ataques contra Gaza”? Acaso que Israel deveria sentar-se e contemplar como os terroristas palestinianos reconstruim a sua infraestrutura?

4) O informe cita a Jimmy Carter, famoso judeófobo ánti-israeli. E o mais dramático é que o cita para afirmar o seguinte: “Desgrazadamente, a comunidade internacional ignora as petições de ajuda, mentres os cidadãos de Gaza são tratados mais como animais que como seres humanos… Nunca antes na história uma comunidade tem sido massacrada com bombas e mísseis e depois privada dos meios para a reconstrucção. A responsabilidade deste terrível crime contra os direitos humanos reside em Jerusalém, Cairo, Washington e toda a comunidade internacional”.


Vaiamos por partes, detendo-nos primeiroi em “nunca antes na história”. Acreditamos que inclusso um incapaz como Jimmy Carter tem escutado falar de Hiroshima e Nagasaki, sequer seja porque os seus
antecessores no cárrego ordearam borrá-las do mapa. A resultas do qual, obviamente, pouco deissaram para “reparar”. Em segundo lugar, a expressão “são tratados mais como animais que como seres humanos”
pretende associar a Israel com o nazismo, por causalidade? As palavras pertencem a Carter, mas estas ONG’s deveriam responder por dar-lhes legitimidade.

5) O informe diz que Israel deveria ser pressionada pela comunidade internacional “para sufragar os danos causados pela Operação Liderádego Sólido e outras acções militares israelis e os donantes deveriam exigir compensações pelos danos sofridos pelos seus projectos em Gaza”. Tenho que relêr isto várias vezes para assegurar-me de que não me estou saltando alguma linha. Mas não; isso é o que dizem. Assim que lhes perguntamos: essas compensações deveriam revestir a forma de Israel rearmando a Hamas e pagando pelo importe das armas que lhes chegavam desde Iran? Estas ONG’s acreditam que os EEUU e a Granded Bretanha pagaram compensações à Alemanha názi pela destrucção de cidades com Dresde durante a 2ª Guerra Mundial? A pessoa que redactou este informe é um lunático?

Poderíamos seguir. Mas penso que o retrato está claro. Obviamente, estas ONG’s têm todo o direito a colmentar o que queiram. E se a política de seguridade de Israel face Gaza pode ser modificada de modo que a sua situação social e económica melhore –sempre que não implique um recrudecemento do terrorismo contra os cidadãos de Israel- benvindas sejam as sugerências. Mas no entanto que as redes terroristas e as ideologias que as sustentam não sejam desmanteladas é dificil pensar em progressos significativos.

Para rematar, na página 4 do informe, no contexto do chamamento ao Quarteto para obrigar a Israel a cambiar a sua política em Gaza, dizem: “Não são possíveis mais excusas”, acrescentando “pelo nosso desafortunado comportamento” –algo com o que não podemos senão estar dacordo.

Para lêr o informe na sua totalidade, aquí: “Fracassando em Gaza”.

Velaqui os seus nomes. Escrevede e felizitade-lhes as festas:

Amnesty International, Broederlijk Delen (Bélgica), CAFOD (Reino Unido), CCFD Terre Solidaire (França), Christian Aid, Church of Sweden, Diakonia (Suécia), Finn Church Aid (Finlândia), Medical Aid for Palestinians, medico international (Alemanha), medico international schweiz (Suíza), Mercy Corps, MS ActionAid Denmark, Oxfam International, Trocaire (Irlanda), United Civilians for Peace (coaligação de organizações holandesas: Oxfam Novib, Cordaid, ICCO, e IKV Pax Christi).

22/12/09

IDÓLATRAS DA PAZ



O Governo de Israel está paralisado pelo terror. Todos sabemos o que suporia asinar um tratado de paz com Síria ou os palestinianos. Toda vez que a paz se tem convertido num mantra, e o tratado de paz no seu representante na Terra, todo o mundo aceita que a paz require sacrifícios. Nesta ocasião a oferenda a sacrificar ante o ídolo são a carne judia –das vítimas do processo de paz- e a terra de Israel.

Sem dúvida, Israel entregará os Altos do Golan. Para além das ameazas de anexioná-los, nenhum Primeiro Ministrto tem acreditado em sério que Síria estaria disposta a asinar um tratado de paz com Israel sem o Golan. Não é que os Altos tenham importância para Síria –só os possuiu entre 1929 e 1967. Ou, dito doutro modo, a paz é intrascendente neste caso. Contrariamente a Israel, Síria não contempla o tratado de paz como um fim em sim próprio. Para maiores concessões –o reconhecimento diplomático dum Estado judeu no que consideram terriotório da Grande Síria- os sírios querem um pago tangível, como mínimo os Altos do Golan e o Lago Kineret. Os sírios não cesarão nas suas exigências por uma simples razão: não necessitam um tratado de paz. Ao contrário que os exóticos judeus, que siguem suplicando paz tras ganhar três grandes guerras e infinidade de pequenas confrontações, os sírios não têm presa por alcanzar a paz. Israel está abarrotada de tarados que insistem em forzar ao Governo para asinar a paz com Síria, mas em Síria nenhum político reclama a paz. Assim as coisas, nada tem de raro que seja Israel quem acabe pagando o maior prezo.

É muito alto esse prezo? Não em excesso, em todo caso. Por suposto, não podemos acreditar em qualquer promesa síria de desmilitarizar os Altos do Golan. Nada impede que Síria câmbie de parecer tras asinar um tratado, e Israel pouco poderia fazer. A comunidade internacional não apoiaria que Israel rompesse o tratado de paz atacando Síria ou ré-militarizando os Altos –igual que permaneceu indiferente ante a r-emilitarização do Rhin, ou de Sinai em 1967. O pensamento racionalista é primitivo: queda-se com o acto final, passando da complexa cadeia de acontecimentos que levaram até aí. Atacando Síria tras a ré-militarização dos Altos do Golan, significaria que Israel fosse tachada de inimiga da paz, ao igual que se passou quando agimos de modo preventivo em 1967. Síria, como Egipto em 1967, apenas veria afeada a sua conduta por violar um tratado.


Doutra banda, a militarização síria dos Altos do Golan não supõe uma ameaza séria para Israel. Poderíamos identificar todas as suas instalações ali e seríamos capazes de destrui-las nos minutos iniciais de qualquer guerra. Os tiroteos terroristas seriam improváveis: Síria carece dum historial de atacar Israel desde o seu próprio território –apenas através de intermediários. A perda das estações de alarma temprana seria uma mágoa, mas os radar tipo American-X no Negev compensaria a perda.

A única razão para ter algo que objectar à devolução dos Altos do Golan e entregar a metade do Lago Kineret é de índole irracional, embora o facto de que seja irracional não a faz menos real. A perda seria extremadamente lamentável para a moral israeli. O Sinai pertenceu-nos por apenas doze anos, e opoucos são os israelis que se têm aventurado nele. Gaza, Judea e Samaria são importantes só para uma exígua minoria nacionalista. O caso dos Altos do Golan é completamente diferente: esse território tem-nos acompanhado durante mais de quatro décadas. É o lugar perfeito para os esquerdistas, onde inclusso os yónkis do pacifismo de Tel Aviv vam a esquiar e fazer trekking. É um território paradisíaco; não como as áridas dunas de areia em Gaza. Três gerações de israelis têm crecido com a íntima convinção de que os Altos são “nossos”. Abandoá-los suporia um insuflar um respiro ao nacionalismo israeli, que rasgaria a conciência tanto da esquerda como da direita. E a câmbio de nada! Bedgin, pelo menos, entregou o Sinai para evitar guerras maiores. Foi um crime, uma estupidez estratégica, um acto de traição. Não existe uma excusa equiparável no caso de Síria, que é incapaz de combater abertamente contra Israel, inclusso com o apoio de Iran.

Algo semelhante sucede respeito os palestinianos. Os seus dirigentes têm feito uma aposta muito arriscada exigindo Jerusalém, o Monte do Templo e o 100% de Judea e Samaria. Agás com um dirigente que goze dum apoio popular excepcional ou fortemente autoritário, nenhum político palestiniano poderá agora achicar-se na aposta. Os políticos israelis conheciam os termos desde os Acordos de Oslo, e só têm ido demorando a discussão. Agás que decidamos anexionar-nos os territórios e expulsar aos seus nativos, não existe base para um tratado de paz com os palestinianos, para além de ceder às suas demandas. Ao igual que os sírios, vivem a conta do seu status quo. Os palestinianos têm direitos soberanos sem obrigas soberanas. Não têm que procurar-se sustento, mas apenas viver como parásitos da ajuda internacional e o roubo massivo que perpetram do Estado de Israel. Não necessitam vigiar as suas fronteiras nem reprimir aos seus partidários –o seu inimigo israeli encarrega-se de fazê-lo por eles. Disfrutam dum controlo ilimitado sobre a maior parte de Judea, Samaria e o leste de Jerusalém, e possuem na prática o Monte do Templo. Simultaneamente, estám sempre em primeira página da atenção internacional grazas ao seu conflito com os ocupantes judeus. A vida sorri-lhes. De asinar um tratado de paz –e sumir-se na escuridade- este deverá oferecer-lhes benefícios muito tangíveis respeito à sua situação actual.

Primeiro, os palestinianos do West Bank querem evitar a toida costa ver-se invadidos pelos seus refugiados. O desagrado israeli face os palestinianos residentes nos campos de refugiados não é nada comparado com o ódio que o resto dos palestinianos sintem face eles. Quando Sharon tratou de dissolver a criminal empresa gazenha recolocando a alguns refugiados de Gaza no West Bank, os habitantes desta área expulsaram-nos de ali sem miramentos. Um milhão e meio de refugiados não podem ser absorbidos pela sociedade do West Bank. Inclusso se a UNRWA erigisse ex profeso novos campos de refugiados, não haveria postos de trabalho suficientes –é impossível que estejam dispostos a trabalhar tras ter vivido durante quatro gerações a costa da ajuda estrangeira. De modo que os palestinianos exigem recolocar aos seus próprios refugiados em “qualquer outro lugar”.


Os palestinianos também não podem aceitar compromiso algum sobre Jerusalém e o Monte do Templo. Por que haveriam de ceder no seu controlo efectivo sobre esses lugares? Se os judeus queremos um tratado de paz com uma não-nação de terroristas derrotados, pagar a câmbio com o nosso mais sagrado lugar é a única opção. Não é alñgo descabelado. Longe disso, é aceitado na intimidade por qualquer dos políticos israelis de primeira fila. Os demagogos escandalizam-se porque não querem passar à Hiustória como aqueles que abandoaram Jerusalém aos árabes palestinianos. É impossível que os judeus fagam entrega de tão sagrados lugares? Em absoluto. Israel já entregou Hebron com a sua Cova dos Patriarcas –um lugar mais sagrado que o Muro Occidental –uma simples estrutura de apoio. Sijém com a sua Tumba de José, e Belém, com a Tumba de Raquel. Todas essas cidades estám já em mãos dos palestinianos. O Sinai, com o seu Monte Horev, onde os judeus receberam a Lei, foi devolto a Egipto. A efectos práticos, ois pozos petrolíferos do Sinai e as reservas de gas de Gaza não são menos importantes que qualquer distrito de Jerusalém –e já foram entregados. A fim de contas, que é tão importante para os judeus dos distritos árabes de Jerusalém? É inquestionável que de não expulsar aos árabes, o melhor que podemos fazer é desfazer-nos das suas vilas e campos de refugiados, insensatamente próximos à municipalidade ded Jerusalém. Melhor tê-los tras um muro que na nossa capital; mais barato para nós, também.

Os reparos a dividir a Cidade Velha cheiram a aburrida classe de história da escola secundária. A Cidade Velha não é tão velha –é uma estrutura da época otomana. Os seus muros estám erigidos arbitrariamente, sem conexão alguma com os antigos limites da cidade. Se a antigüidade tem algum tipo de importância, daquela sim, Israel deve desalojar a totalidade dos bairros árabes –e os judeus também- e comezar a excavar na procura das estruturas primitivas do Primeiro Templo. Desgrazadamente, só acharíamos lá isso: as estruturas; não o Templo.

Em quanto ao Monte do Templo, melhor que o regalemos. Soará raro, mas é o melhor. É um pecado menor para um judeu entregá-lo que se negar a construir o Terceiro Templo nesse terreno. Os rabinos que agardam pela reconstrucção sobrenatural do templo, e proíbem aos judeus ascender o monte, suspirariam também com alívio uma vez que o lugar estivesse fóra do nosso alcanzo.

Israel não necessita tratados de paz com Síria ou os palestinianos. Esse tipo de tratados perjudicam aos judeus enormemente –na medida em que não oferecem nenhuma ventagem a câmbio. Se, sem embargo, a decisão de assiná-los está já tomada, o Governo não deveria ir acoitelando à nação judia trozeando-a pouco a pouco. Que o fagam de uma vez.



OBADIAH SHOHER

ENTRE EL SER Y EL NO SER


Hace cinco años se decubrió que el presidente de Amical Mauthausen, asociación que agrupaba a españoles que habían sido prisioneros en campos nazis, era un impostor. Enric Marco, que fue secretario general de la CNT entre abril de 1978 y diciembre de 1979, se inventó un pasado como el deportado 6.448, que había huído de Barcelona como polizón en un barco que lo llevó a Francia y que allí fue detenido y entregado a los nazis, que lo internaron en el campo de concentración de Flossenburg en 1943 y allí permaneció hasta la liberación del campo por los aliados en 1945.

En realidad, Marco emigró a Alemania como un trabajador más en 1942. Fue detenido por difundir informaciones sobre la marcha de la guerra que traducía de la prensa portuguesa y enviado al penal de Kiel, donde pasó unos meses. Excarcelado por los propios nazis en 1943, volvió a España, donde forjó su memoria de resistente, sobre todo a partir de la transición y de la entrevista que le hicieron en la revista Por Favor José Martí Gómez y Josep Ramoneda. A partir de allí fue el no parar: recorrió las escuelas de Cataluña contando las atrocidades de los campos de exterminio nazis. Llegó a hacerlo en el mismísimo Congreso de los Diputados en enero de 2005. Naturalmente, la Generalitat de Cataluña premió su vida ejemplar con la concesión de la Creu Sant Jordi, que le fue reclamada con posterioridad, al descubrirse el fraude, en un acto de extraordinaria injusticia histórica. La comunidad política y humana que homenajea el 11 de septiembre de todos los años a Rafael de Casanovas como mártir de la Diada, ¿qué pegas tiene que oponer a Enric Marco?

En ambos casos, lo importante es el relato, no la historia. Según cuenta él todo empezó por su facilidad de palabra: cuéntalo tú, que tienes más gracia. Por eso está lleno de sentido el aparente oxímoron de la pregunta que el periodista Julián García hace a Lucas Vermal,, codirector, junto a Santiago Fillol, de 'Ich bin Enric Marco', documental que se acaba de estrenar en Madrid y Barcelona sobre la doble vida de Marco: la real y la inventada:

“En el documental, Marco se niega a pedir perdón, pues sigue considerando que, aunque era un embustero, jamás mintió”.


George Orwell lo había previsto. En un ensayo titulado 'Notas sobre el nacionalismo' del que ya hemos hablado aquí, así como del concepto orwelliano de nacionalismo, dice:

“En el pensamiento nacionalista hay hechos que son verdaderos y falsos al mismo tiempo, que se conocen y se desconocen. Un hecho sobre el que se tiene conocimiento puede ser tan insoportable que se arrincona sin que se le permita ser procesado lógicamente. O también puede ser objeto de cálculo sin que llegue a admitirse como un hecho.

Al nacionalista le obsesiona la creencia de que se puede cambiar el pasado […]. Sucesos que se piensa no deberían haber sucedido se silencian y en último lugar se niegan […]. Se alienta la indiferencia ante la verdad objetiva, sellando un mundo de otro, haciendo así más duro el poder descubriir lo que realmente está pasando […]. Si una persona alberga en su mente un odio o lealtad nacionalista, algunos hechos son inadmisibles aunque se sepa que son ciertos”.

Enric Marco debería ser el laico patrón de la Memoria Histórica. Otra cuestión es por qué abunda mucho más el tuneo en las filas de la izquierda que en las de la derecha, o así me lo parece a mí en un repaso somero: La vida y milagros de Enrique Tierno Galván, empezando por su lugar de nacimiento, Miterrand y el atentado de la OAS del que hablábamos ayer, los 60 años de disimulo de Gunther Grass, la impostura de Althusser, los estudios de Ingeniería y Ciencias Económicas de Luis Roldán, el pasado de los padres de María Teresa Fernández de la Vega y Fernández Bermejo, las gestas científicas y universitarias de Bernat Soria, el imposible desequilibrio de la memoria entre los dos abuelos del presidente del Gobierno, la gesta de un dirigente local alavés de Izquierda Unida, Aitor Ibabe, hijo de un empresario de máquinas tragaperras, que se inventó una biografía como hijo de un bracero andaluz para afearle a Cosme Delclaux, entonces secuestrado por ETA, su condición de niño bien. And so on. Serán bienvenidas todas las puñaladas traperas a la memoria de la derecha española.

Bueno, después de todo, si nos ponemos indulgentes, Enric Marco no es más que un general della Rovere, catalán style, podríamos decir. También el personaje de Rosellini que interpreta Vittorio de Sica acepta el parecido con un héroe de la resistencia al fascismo y se hace pasar por él. Es verdad, pero la diferencia es muy interesante. De Sica, al ser confundido en cárcel (adonde le han llevado unos pequeños hurtos y su condición de proxeneta menor) con el general della Rovere, se ve reflejado en un espejo que le devuelve una imagen favorable de sí mismo. Tanto, que asume el parecido hasta el paredón de fusilamiento para morir gritando "¡Viva Italia!". Nuestro general della Rovere aparece cuando el fascismo es sólo un recuerdo, para decir: "¿Os acordáis de aquel mítico resistente antifascista? Sono io".

Ayer entré en la farmacia de mi barrio para comprar algo para una inflamación de garganta que se me declaró al levantarme y vi un anuncio de cremas faciales para chicas con un eslogan irresistible: "Corrige el pasado". El oficio de remiendavirgos aún tiene mucho porvenir entre nosotros.


SANTIAGO GONZÁLEZ

HIPERINFLACÇÃO



A inflacção nunca é boa, e a hiperinflada quantidade de terroristas árabes a trocar pelo soldado israeli Gilad Shalit tem passado há tempo a linha vermelha. Mais de um milhar! Pensade nos milheiros de ataques que esses terroristas poderão protagonizar a próxima vez. Tudo quanto têm que fazeer é seqüestrar um soldado israeli, e as prisdsões ficarão vazias.

A campanha a prol de Gilad Shalkit está-se levando rematadamente mal. Já o tenho sinalado anteriormente.

Deveríamos exigir que fosse posto em liberdade e centrar toda a pressão na Cruz Vermelha Internacional e em todos e cada um dos países que mantêm relações com os terroristas.

E deixar-nos de regatear. Isso não funciona.

Não duvido que as variadas organizações e manifestantes que exigem que Shalit volva a casa tenham as melhores das intenções, mas de boas intenções está cheio o Inferno. Têm convertido um penoso incidente num inferno, e os dirigentes e a família negam-se a admitir que a sua táctica é totalmente contraproduzente.


Não é ante a Residência do Primeiroi Ministro israeli onded deveriam ter acudido a manifestar-se, nem ante nenhuma instituição oficial de Israel.

O movimento de protesta Traede a Gilad Shalit a Casa tal e como existe neste momento é um grave erro, equivocado e perigoso como o é Paz Agora (uma organização que o único que faz é envalentonar aos nossos inimigos provocando mais guerra e terror).

As protestas, manifestações e petições deveriam centrar-se nos que o apoiam, nos que cooperam com o que o têm seqüestrado e nos que ignoram tamanhe injustiza.

Ide-vos manifestar ante:

A Cruz Vermelha Internacional.
A ONU.
A Embaixada dos EEUU, os seus Consulados, etc.
As Embaixadas e Consulados europeus.
As oficinas de ONG’s e grupos de Direitos Humanos com sede em Israel.
As oficinas da “Autoridade Palestiniana”.

Gilad Shalit não está num cárcere israeli. Portanto, Israel não tem a responsabilkidade de libertá-lo.

E por suposto que deveria ser libertado e enviado a casa. Mas o único modo aceitável de lográ-lo é cambiando o ponto de mira da campanha.


BATYA MEDAD

INSTRUCCIONES PARA HACER EL INDIO


Tras la soberbia escena cómica de Zapatero en Copenhague, cuando dio en hacer el indio parafraseando la famosa carta ful del piel roja Seattle al presidente de los rostros pálidos, hay algo más que simple indigencia cultural. De hecho, bajo la estomagante cursilería de la frasecita yace, incólume, el mito que alimentó el discurso prometéico de la izquierda a lo largo de las dos últimas centurias: la fantasía del buen salvaje. Esa leyenda urbana que ansía recrear la memoria atávica de un hombre "natural", magnánimo, generoso, libre y gozosamente feliz; idílica criatura cuya inocencia primigenia habría de ser corrompida por la vida en sociedad y sus funestos corolarios: el Estado, la división en clases y la propiedad privada.

Desde que aquel trilero de las ideas que respondía por Rousseau ingeniara ese tocomocho antropológico, legiones de traficantes de sentimientos no han cesado de hacer negocio con la misma estafa. En el siglo XX, la utopía, nombre artístico por el que también es conocida, llenó de cadáveres las cunetas de la Historia gracias a los dos hermanos gemelos que entonces la encarnaban: el comunismo y el nazismo. Ahora, el ecologismo, ideología que mantiene una relación con la ecología pareja a la de la velocidad con el tocino, se ha convertido en la nueva expresión política de una fábula siempre igual a sí misma. Y como todas las creencias que se sustentan en emociones, ha sabido buscar alojo en esa región del cerebro donde el miedo y el sentimiento de culpa incuban un microclima moral apto para la más pura irracionalidad.


Es ese milenarismo apocalíptico lo que late detrás de la gansada zapateril, algo en las antípodas doctrinales del muy prosaico principio de que quien contamina, paga. Lejos de eso, se trata de una actualización de la vieja retórica mesiánica de la "explotación del hombre por el hombre", con la nimia salvedad argumental de que al capital opresor le ha dado por extraer la plusvalía directamente de la Naturaleza. No obstante, amigos, "cuando el último piel roja se desvanezca de la tierra y su memoria sea solamente una sombra de una nube atravesando la pradera, estas riberas y praderas estarán aun retenidas por los espíritus de nuestra gente", que diría el ectoplasma de Seattle. O Zapatero, que tanto monta.


JOSÉ GARCIA DOMINGUEZ

BARAK PREPARA-SE PARA UMA GUERRA CIVIL



O Ministro de Defesa israeli, Ehur Barak, “tem toleado”, segundo o membro da Knesset Aryeh Eldad (União Nacional), que comentou os planos de batalha de Barak para implementar pela força as ordes de destrucção contra qualquer nova construcção judia em Judea e Samaria. Segundo destacaram todos os grandes rotativos israelis nas edições de ontem, os preparativos de guerra contra os pioneiros judeus em Yesha [Yehuda e Shomron] in cluirão força aérea, polícia secreta e Shin Bet, toda a polícia de fronteiraas estacionada na região, despregue das IDF e dos esquadrões ánti-terroristas Yamam. O Ministro israeli de Seguridade Interior negou que a unidade Yamam vaia ser despregada –sem embargo, não objectou o resto da impactante informação, que revela alguns dos métodos que seriam utilizados para colher aos “colonos” com a garda baixa; declarar baixo toque de queda militar as vilas judias; intervir todas as comunicações telefónicas; arrodear os judeus tras isolar as suas localidades simultaneamente, com agrupação massiva de tropas; e estar preparados para usar medidas de força extremas chegado o caso –incluíndo um cenário de fogo cruzado.


Semelha que Barak está preparando o terreno para uma sanguenta guerra civil, D’us não o queira. E tudo a partir da proibição do Governo de Israel aos seus cidadãos judeus de iniciar qualquer construcção no coração do Estado judeu.

Que rápido temos esquecido o dano irreversível causado às IDF e ao Estado de Israel, como resultado da agrupação massiva de recursos militares despregados em Gush Katif e o norte de Shomron para expulsar aos seus judeus em 2005. O lamentável estado de coisas a que dou pê nas IDF, nas postrimerias da “expulsão” fixo-se evidente na guerra que teve lugar acto seguido no Líbano. E a explicação é simples: as IDF necessitam concentrar toda a sua potença e capazidade na defesa da minúscula nação israeli e a sua população. Quando Israel centra os seus esforzos em combater contra os próprios judeus, vai sempre em detrimento da seguridade de todo o Estado de Israel.



VOZ DE JUDEA

21/12/09

ACHE AS DIFERÊNCIAS



LOS REHENES


Uno, Gilad Shalit, capturado porque no tomó las precauciones necesarias para poder evitarlo, mientras toma su desayuno con medialunas y lee el diario (quien sabe si no se habrá  islamizado todavía para pasar mejor el cautiverio…) ayuda a hacer propaganda a sus captores pidiendo que lo devuelvan inmediatamente a su casa a cambio de mil terroristas islamonazis.


El otro, Uri Illan, fue capturado por soldados sirios y se suicidó en su celda de cautiverio un día 13 de enero del año 1955 por temor a ”cantar” durante las sesiones de tortura y así complicar a TZAHAL.


Cuando devolvieron su cuerpo a Israel, el mismo día en que se mató, descubrieron un mensaje grabado en la planta de su pié.en idioma hebreo y escrito por el mismo con un elemento punzante, donde decía lo siguiente: ”No he traicionado.me suicidé” .   





LOS PRIMER MINISTROS:


Uno, Benyamin Netanyahu, dispuesto a liberar mil asesinos arabes a cambio de nuestro soldadito dormilon, con el agravante de que su propio hermano, Yoni Netanyahu, cayó muerto en la famosa operacion de rescate de avion secuestrado en Entebbe, por no ceder al chantaje de los terroristas ”palestinos” que pedian entonces una suma mucho menor de terroristas a liberar que la que reclama hoy Hamas, a cambio de los pasajeros del avion secuestrado.


El otro, Moshe Sharet, se negaba a canjear a los pasajeros sirios de un avion que se dirigía a Egipto , y que estaba en manos de Israel , a cambio de Uri Ilan, pues dijo que ”Nosotros no somos piratas, no hacemos negocios con los terroristas”.


Mientras Noam Shalit y su esposa hacen lo imposible para tratar de presionar de buenas y malas maneras al gobierno para que les largue los asesinos terroristas a Hamas, la madre del soldado de la division Golani, Uri Illan, dijo que comprendía la decision del Primer Ministro, pues ”primero esta la seguridad e intereses de la nacion antes que la vida mi hijo.”


LAS DIFERENCIAS SON COMO EL DIA Y LA NOCHE…!

Fonte: Patria Judia



20/12/09

DEMÓSTENES EM COPENHAGE



Este analfabeto e ágrafo funcional -ao que lhe escreve os guiões o reventa-sintaxe de Suso de Toro- perpetrou o outro dia em Copenhage um discurso que já lhes gostaria a Ciceron ou Tito Lívio.

A meio caminho entre a redacção do mais zoquete de 3º curso de pré-escolar, e uma homenagem à escrita do absurdo de Tristan Tzara, Zapatero, sem dúvida o mais mediocre e ántisemita dos presidentes democráticos de toda a nossa história, dou um antecipo das boas tardes que nos agardam com as suas gansadas durante o período da sua iminente presidência na UE.

E esse ar trascendente que se dá fazendo as pausas...Muito rimos.





COMO TRATAR COM A ADMINISTRAÇÃO OBAMA



Obama é extremadamente indeciso e aberto às influências. Tem sido mediatizado por forzas tão dispares como os ánti-semitas -um predicador negro e o judeu Rahm Emanuel-, a ultraesquerdista Samantha Power e a cínica Hillary Clinton. Para além da sua retórica sobre o câmbio, Obama puxo na Casa Branca aos tipos e tipas de sempre, sucumbindo à influência dos Nancy Pelosi e companhia. O establishment democrata tem colocado aí a Obama como homem forte, como curtinha de fume para a sua tradicional política de corruptela. Mas carece da experiência burocrática, indispensável para fazer fronte a esse mesmo establishment que o manipula às suas anchas. A ineptitude política de Obama propicia uma situação na que os interesses incontroláveis –desde os dos lobbies corporativos aos dos grupos de ultraesquerda- campam ao seu livre albedrio. Obama é um cosmopolita, e portanto carece de valores firmes e é sumamente débil. Se os judeus se movem com pulso firme, rematará pondo-se do nosso lado.

As raízes muçulmãs de Obama trabalham ao nosso favor. É semelhante aos judeus cosmopolitas que dam a espalda aos valores judeus que conformam a sua identidade. Obama tem uma fazilidade pasmosa para desentender-se da sua família: não tinha nem ideia de que a sua tia residia nos EEUU ilegalmente (e que poderia ter normalizado sem problemas o seu estátus) e negou-se a trair aos seu irmão kenyata ao país. Inclusso, nem sequer tem o mais mínimo interesse em usar o seu recentemente adquirido poder para ajudar à pátria do seu pai.


Os ánti-semitas de ultraesquerda dos que Obama se tem arrodeado, não tardarão demassiado em saír em desbandada, apartados pelos burocratas de carreira que conformam o grosso da sua equipa. Os árabes rechazarão o seu aperturismo: Iran já se tem negado a pôr freio ao seu programa nuclear, Síria mantém o apoio aos grupos terroristas, Turquia e Irak cada dia se tornam mais ánti-americanos, e Pakistão está-se convertendo num país abertamente islamista. Enfrontado às ameazas do mundo real e o inconformismo, Obama pode dar um giro à sua militância, como os esquerdistas fazem amiúde quando os seus sonhos por trocar o mundo naufragam. Quando a democracia romana fracassou e foi re-emprazada pela monarquia (como se passou com os Bush e os Clinton), começando a aceitar estrangeiros como emperadores, as agressões histéricas passaram ser a norma.

Israel poderia explotar a gazmonha debilidade de Obama rechazando energicamente fazer qualquer tipo de concessões. Semelhante actiutude levou no seu dia a James Baker a manifestar a um Primeiro Ministro israeli que a negativa a aceitar as condições impostas pelos EEUU teriam conseqüências. Mas com os democratas pro-israelis firmemente enquistados no controlo do Senado, Obama será incapaz de recurtar o apoio do seu país a Israel, para além do que fagamos. Obama não pode pressionar como o soubo fazer Baker; e, incapaz de coaccionar a Israel, pode que remate situando-se da nossa banda.

Netanyahu parte duma boa posição para convencer a Obama do ataque a Iran; compartem a cultura das Universidades exclussivistas dos EEUU e falam a mesma linguagem. A dominante personalidade de Ehud Barak é também um factor ante o débil Obama. A sua aquiescência a um ataque israeli contra Iran é muito factível, toda vez que os Mulás não fazem mais que insultar a sua mentalidade de aula magna rechazando qualquer debate. Inclusso se não estiver finalmente dacordo, Israel poderia agir pela sua conta.


A IAF conta com aparelhos de combate capazes de fazer um operativo de ida e volta. Outros aviões poderiam operar, quizá com certos riscos, no Kurdistão, Azerbaijão e Turquia. Aínda com desgosto do seu Governo islamista, os militares turcos poderiam amosar-se desafiantes e permitir que a IAF utilizasse os seus corredores de aterrizagem. No pior dos cenários, os aviões poderiam ser abandoados: sacrificar alguns aparelhos sob um custe de 3.000 milhões de dólares não é um prezo proibitivo se do que se trata é de rematar com o programa nuclear iraniano. O Senado pró-judeu dos EEUU rapidamente abasteceria de novo o arsenal israeli, entre os aplausos internacionais por tão eficaz e intrépida operação.

Um ataque a base de mísseis Tomahawk seria outra alternativa. Israel pode enviar os seus mísseis Popeye –que possuem um rango de autonomia de 900 milhas- desde submarinhos, ou mísseis de rango aínda superior directamenmte desde as bases terrestres. Dada a necessidade de empregar vários centenares de projectis, um ataque mixto desde o ar e os submarinhos seria uma opção muito viável. Israel deveria reservar uma quantidade limitada de mísseis de longo alcanzo para um possível contra-ataque de resposta de Iran, ou quando menos para disuadi-los com a possibilidade duma represália aínda mais devastadora no caso dum contra-ataque iraniano. Um ataque com mísseis teria a ventagem de fazer inecessário o trâmite da autorização norteamericana para sobrevoar Irak.

Os mísseis ánti-bunker não seriam imprescindíveis para levar a termo este operativo. Embora os EEUU têm-se negado a subministrá-los, Israel pode utilizar um grande número de mísseis convencionais ou armas nucleares tácticas contra os oibjectivos iranianos. Em todo caso, haveria certa contaminação radiológica, dado que Israel vê-se abocada a destruir o reactor produtor de plutônio de Bushehr: 82 toneladas de urânio enriquecido volatizariam-se. Os ataques nucleares tácticos provocariam uma contaminação aproximadamente igual.

Mas porque nos teríamos de molestar, nem sequer, em discutir tão irrelevantes conseqüências?


OBADIAH SHOHER

CHECAS


Le quedó muy fino a Monzón, alias Wyoming, el chistecillo del miércoles a costa, nuevamente, de Hermann Tertsch, lo de que éste trabaja más en la cama que Nacho Vidal. A ver si a Tertsch lo apiola alguien de una vez, como parece que se pretende, y Wyoming nos obsequia con la ocurrencia del siglo, y reventamos todos de risa, hasta los de derechas. Al parecer, todo lo que se haga con Tertsch es muy blandito, para lo que el chico se merece. Ni una costilla, ni dos ni tres ni pulmones encharcados. Ánimo, ¿no hay quién dé más? ¿El bazo roto? ¿Fractura craneal, dice el señor del fondo? Aplastamiento de médula a la una... qué blandengues los veo, compañeros. Vamos a tener que lanzar un concurso de ideas, o mover la parroquia con otro vídeo simpático: Hermann Tertsch prometiendo que se va a cargar una guardería en Vallecas, a pleno sol de invierno y ante las cámaras. O, mejor, cargándosela directamente en montaje de ordenador, con mucha casquería y biberón profanado.

El caso, como diría Neil Postman, es divertirse hasta morir, y el filón Tertsch es explotable sin riesgo, porque su antiguo periódico, el más leído de España, lo acaba de declarar tótem máximo de la prensa de la caverna, o sea, que se la ha estado buscando desde que abandonó la cabecera correcta.

Pero, ya que de corrección se trata, veamos cómo se escribe la historia según la Sexta y el programa de Monzón-Wyoming, cuya aspiración no es, según los directivos de aquélla, exterminar a Tertsch, sino instruir deleitando a la audiencia con gracia y salero, enseñándonos, de paso, un poco de memoria nacional. Resulta que Hermann Tertsch, en un comentario desde el lecho del dolor, emitido por Telemadrid, se refirió a un tiempo de checas y paseos cuyo aroma está impregnando de nuevo la imaginación colectiva de la zurda. Pues bien, Wyoming comparece de ordinario junto a un artefacto conocido por Beatriz Montáñez, que pone las puntualizaciones eruditas. A lo de las checas, la tal Montáñez reaccionó explicándonos a los legos que se trataba de los terribles centros de detención que abrió en España el Ejército Soviético durante la última guerra civil. Como no es verosímil que a un producto de la LOGSE le suene el Ejército Soviético, creo razonable atribuir la especie a los guionistas de El Intermedio. Qué cucos. Endosar las checas a un difunto permitió a Wyoming sacarse de la manga otro chiste a propósito de las paranoias de Tertsch respecto a los socialistas.

Lo malo es que las checas tuvieron mucho más que ver con el Partido Socialista Obrero Español que con el Ejército Soviético, al que los españoles sólo conocieron a través de sus coros. Los socialistas sí que sabían de checas; es más, éstas florecieron en Madrid bajo el gobierno de Largo Caballero, que proporcionó al vecindario la única experiencia auténtica de terror soviético que se vivió en España (en Cataluña, el anarquismo propició un tipo de terror distinto, milenarista y caótico). La teoría de Montáñez es, por cierto, franquismo de lo más castizo (el terror en el bando franquista se justificaba argumentando que luchaban contra el Ejército Soviético).

En fin, no hacía falta llegar tan lejos. Hermann Tertsch no había afirmado que las checas actuales consisten, sobre todo, en ciertos programas de televisión donde se manipula la imagen ajena hasta hacerla odiosa a base de choteo supuestamente blando que ni siquiera compromete al paseo final, porque no faltará entre los espectadores algún psicópata justiciero, incapaz de captar la ironía, y dispuesto a encargarse de la tarea sucia.


JON JUARISTI