02/01/10

UMA TRISTE E DESHONROSA DÉCADA



Tras regressar o martes do Cairo, o Primeiro Ministro Binyamin Netanyahu proclamou: “É hora de avanzar no processo de paz”.

A mais benévola interpretação da proclama de Netanyahu é que tratava de comportar-se como um político ao uso. Foi uma declaração triste e deshonrosa como colofão ao que tem sido, nas imortais palavras de W. H. Auden, “uma triste e deshonrosa década”. Qualquer pessoa com olhos no rosto sabe que não existe possibilidade de fazer a paz com os palestinianos. Antetudo, porque o que a imensa maioria dos israelis está disposta a dar é muito menos do que os palestinianos estariam dispostos a receber.

Mas, para além disso, Gaza está sob controlo de Hamas, e Hamas está controlada por Iran. Pela sua banda, Fatah não está em condições de fazer a paz –inclusso no caso de que os seus dirigentes assim o desejassem. Mahmoud Abbas e os seus lugartenentes sabem que igual que Hamas ganhou as eleições de 2006 em Judea, Samaria e Gaza, volverá ganhar as eleições em quanto se convoquem. Para manter sequer seja uma mínima legitimidade entre os seus, os dirigentes de Fatah não têm outra opção que não passe por adoptar o rechazo de Hamas à coexistência pacífica com o Estado judeu.

A todas luzes este não é o momento de “avançar no processo de paz”.

Em não menor medida do que nos revela sobre Netanyahu, a sua declaração é notável pelo que nos revela sobre Israel. A nossa tozuda insistência em enfangar-nos em “processos de paz” demonstra o pouco que temos avançado durante a última década.

Em 1999, Netanyahu foi expulsado do poder por um eleitorado convencido de que estava malgastando uma oportunidade histórica de lograr a paz entre Israel e os seus vizinhos. Uma maioria dos israelis acreditava que a política de asinar tratados a destra e sinistra de Netanyahu exigindo que os palestinianos respeitassem os compromissos com Israel, e o manter a zona de seguridade das IDF no sul do Líbano estavam socavando toda esperança de paz.


O seu sucessor, Ehud Barak, prometeu retirar as tropas do Líbano e selar uma paz definitiva com os palestinianos e Síria em menos de um ano. Tras ganhar as eleições, Barak fixo a famosa promesa ante uma enfervorecida multidão na Praza Rabin: “O amanhecer dum novo dia tem chegado”.

Barak não perdeu tempo em cumprir as suas promesas de campanha. Retirou as IDF do sul do Líbano em Maio de 2000.

Iniciou conversas com Síria em Dezembro de 1999. Durante quatro meses suplicou ao ditador sírio Hafez Assad que aceitasse os Altos do Golan, rematando só tal vergonhento espectáculo quando Assad o desairou duramente em Março do 2000.

E em Julho desse mesmo ano, em Camp David, Barak ofereceu a Yasser Arafat Gaza, o 90% de Judea e Samaria, e a metade de Jerusalém a câmbio da “paz”. Tras o rechazo de Arafat, Barak insistiu em Taba (Setembro do 2000) acrescentando à oferta um 5% mais de Judea e Samaria, o Monte do Templo e territórios extra no Negev; tudo para ser rechaçado outra volta. Barak fez essas ofertas mentres qualquer resquício de apaciguamento estalava ante os seus olhos. Hezbolá celebrava a retirada do Líbano como uma vitória estratégica. Longe de desaparecer, como Barak e o seu seqüaz Yossi Beilin prometeram que se passaria, Hezbolá tomou o controlo do sul do Líbano, utilizando a zona como lanzadeira para a sua eventual conquista do Governo libanês. Para além do qual, e com as suas forzas de combate despregadas na fronteira, Hezbolá reforçou as suas tropas com ajuda iraniana, preparando-se para a seguinte etapa da guerra.

Ded modo semelhante, as desesperadas súplicas de Barak a Assad não figeram senão fortalecer a image do ditador ante o mundo árabe, em detrimento de Egipto e Jordânia.

Na medida em que precisava apoios, o reforzamento de Hezbolá, Síria e Iran fixo que o rechazo da paz por parte de Arafat fosse para ele ventajoso. Animado pelo auge destes, Arafat desviou miles de milhões de dólares de ajuda occidental para projectos de desenvolvimento, a pertrechar o seu exército terrorista. Em vez de prerparar à sua gente para a paz, entrenou-na para a guerra.

Arafat respondeu à mendicidade de Barak em Camp David e Taba lançando a maior ofensiva terrorista que Israel lembrava desde os anos cinqüenta. A orgiástica celebração palestiniana do assassinato em massa de israelis foi o golpe final ao mandato de Barak e, semelhava naquele momento, que a toda continuidade nas políticas de apaciguamento.

Ano e meio depois de que chegasse ao poder, a cidadania apartou a Barak do seu posto. O dirigente do Likud, Ariel Sharon- que apenas uma década antes era considerado um cadavre político- foi levado ao poder num espectacular corrimento eleitoral. Na medida em que o voto popular foi pro-Sharon, mais que ánti-Barak, agardava-se que Sharon marcaria o fim das políticas de apaciguamento e derrotaria a Arafat e o estado de vterror que este implantara em Gaza, Judea e Samaria.

Mas não sucedeu assim.


Mais que abandoar as políticas de Barak, Sharon sumou-se a elas. Formiou um Governo de unidade com os laboristas e negou-se a combater. Não moveu um dedo quando 22 adolescentes foram massacrados à saída do Delfinarium night-club em Junho de 2001. Não moveu um dedo tras os ataques do 11-S de 2001 e as celebrações dos palestinianos da carnezaria em New York e Washington.

Sharon não ordeou lutar às IDF até que a matança de Março de 2002, que culminou na massacre de Seder no Park Hotel de Netanya, obrigou-no a fazê-lo. De não ter ordeado às IDF desmantelar a infraestrutura terrorista existente naquele momento em Judea e Samaria, teria sido apartado da carreira pelo liderádego do Likud programada para Novembro daquele mesmo ano.

A Operação Escudo Defensivo foi um exemplo de livro do que se passa quando mesclas políticos incapazes com uma sociedade forte. Duma banda, durante Escudo Defensivo as IDF tomaram o controlo da maior parte das cidades e vilas de Judea e Samaria permitindo a Israel desmantelar a rede terrorista palestiniana permanecendo empraçada no terreno nos anos que seguiram.

Doutra banda, Sharon negou-se a permitir que as IDF emprendessem uma acção paralela em Gaza, apesar das reiteradas petições em tal sentido do exército e dos residentes no sul do país. E aínda mais importante, Sharon impediu que as IDF desmantelaram a Autoridade Palestiniana, negando-se a reconhecer, nem sequer, que se tratasse dum Governo inimigo. Sharon mantinha que a yihad palestinia começava e rematava em Arafat, absolvendo a todos os seus adláteres –que daquela e aínda hoje estavam tanto ou mais implicados no agir terrorista- de toda responsabilidade.

Com este proceder, Sharon dava a entender que não ía abandoar a política de apaciguamento. É mais, deixava claro que a sua intenção era retomar o apaciguamento como estrategiua nacional tão cedo como for politicamente possível.


A maioria dos israelis interpretaram a actitude de Sharon, neste o seu primeiro mandato, como o prezo que tinha que pagar pela sua coaligação de Governo com os laboristas. Assim que em 2003, quando Sharon, o Likud e a direita obtiveram um claro mandato popular para dirigir o país sem necessidade de apoiar-se na esquerda, a expectativa era que por fim deixaria de jogar a baza dum perdedor. Que por fim lutaria para ganhar.

Em vez disso, Sharon cuspiu acima do seu partido, dos seus sócios de coaligação e dos seus votantes adoptando como sua a política da esquerda que ele próprio vituperara na campanha eleitoral.

Para implementar essa política, Sharon desmantelou o seu Governo e o seu partido formando uma coaligação com a mesma esquerda à que o voto popular volvera abrumadoramente a espalda. Os grandes eventos políticos da passada década: a retirada de Gaza, a construcção do balado de seguridade, a aceitação do plano de paz desenhado na Folha de Ruta, a Conferência de Annapolis, a Operação Escudo Defensivo, a Segunda Guerra do Líbano, e a Operação Liderádego Sólido, todos eles giraram arredor dum leit motiv central. Ignorar as lições do fracasso da política de apaciguamento do ano 2000.

Mentres que o éxito estratégico da Operação Escudo Defensivo foi devido à decisão israeli de manter o controlo sobre o território conquistado pelas IDF no combate, emprendendo a luta contra Hamas e Hezbolá, o sucessor de Sharon, Ehud Olmert, ignorou tais logros e preferiu imitar só os aspectos errôneos daquele operativo.

Seguindo a política de apaciguamento do seu Governo, Olmert negou-se a ordear às IDF que ocupassem o sul do Líbano ou Gaza. Ao igual que Sharon tras Escudo Defensivo, Olmert anunciou desde o primeiro momento que não estava interessado em derrotar aos inimigos de Israel. Limitou os objectivos da campanha a “dar-lhes uma lição”. E, por suposto, dado que não tinha interesse na vitória para Israel, Olmert permitiu que Hamas e Hezbolá alardeassem de ter logrado eles a vitória.

Optando por não derrotar a Hamas e Hezbolá, Olmert mandou uma mensagem clara de que, como Sharon antes de ele, o seu objectivo estratégico final era manter a viabilidade política do “apaciguamento” como estrategia nacional. Combateu para proteger o apaciguamento, não a Israel.



Conforme avançamos face a segunda década deste século, devemos analisar como foi possível que a primeira fosse tão malgastada. Como é possível que em 2010 Israel siga optando por políticas que têm fracassado violenta e continuadamente ao longo de tantos anos. Por que, em 2010, seguimos ignorando as lições do 2000 e tudo o acaecido desde então?

Existem dois motivos principais: os mass media israelis e Sharon. Ao longo dos anos noventa, os mass media israelis –imprensa, radio e TV-foram os principais propagandistas do apaciguamento. Quando o apaciguamento fracassou no 2000, os mass media israelis enrocaram-se: negaram-se a admitir que se tinham equivocado.

Frases enganosas como “ciclo de violência” foram introduzidas na nossa linguagem cotidiana. A ausência dum muro de seguridade –em vez da presença duma sociedade inimiga nos arrabaldos dos centros de população israeli- foi identificada como causa do terrorismo que tem custado a vida a mais de um milheiro de israelis. Os propagandistas e terroristas palestinianos, como o dirigente de Fatah, Marwan Barghouti, foram tratados como se fossem políticos legitimados. Os vínculos palestinianos com Iran, Síria, Irak e a yihad global nunca eram mencionados nem comentados.

Ao mesmo tempo, os opositores do apaciguamento –aqueles que advertiram dos perigos do Processo de Oslo e que apostaram por não nos retirar do Líbano, os Altos do Golan e Gaza- eram vilipendiados, marginados e demonizados.

Essa situação continua hoje em dia. Os mesmos mass media que provocaram estas catástrofes ridiculizam aos ministros do Likud e os membros da Knesset que advirtem contra esta política baseada no engano, mentres ensalzam a Netanyahu que –acompanhado por Barak- tem abrazado entusiastamente os seus cantos de sireia duma paz baseada no apaciguamento.

E depois está Sharon. O homem que erigiu os assentamentos, que expulsou à OLP do Líbano, que se opus a Oslo, Camp David e a retirada do Líbano; o homem que se opus ao balado de seguridade e jurou que sempre permaneceríamos em Gush Katif. Como dirigente de Israel durante a maior parte da passada década, mais que nenhum outro, Sharon é responsável pela permanente adesão de Israel aos deshonestos, desacreditados e deshonrosos ditados do apaciguamento.

Nunca saberemos se devido à sua insinuada corrupção, o seu debilitamento físico, o seu temor ao Departamento de Estado, ou o seu ardente desejo de ser aceitado pela esquerda, Sharon traicionou aos seus votantes e o seu partido e socavou a capazidade de Israel de afastar-se do fracasso.

A “triste e deshonrosa década” à que aludia Auden foi a dos anos trinta. A obsessão occidental com o apaciguamento levou ao mundo pela senda do cataclismo da 2ª Guerra Mundial.

Conforme Israel encara a nova década, devemos redoblar os nossos esforços por evitar que se repiuta aquele cataclismo. De modo inquedante, o chamamento de Netanyahu a seguir o fraudulento processo de paz amosa que estamos abocados a repeti-lo.


CAROLINE C. GLICK

ENTREVISTA COM MICHAEL BEN-ARI

“NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS NÃO TEMOS FEITO MAIS QUE RETROCEDER”



Um recente estudo elaborado pela organização Mattot Arim situou ao Dr. Michael Ben-Ari (União Nacional) no segundo lugar como o membro da Knesset “mais leal ao programa nacional de Israel” na primeira etapa da actual Knesset (o membro do Likud Danny Danon logrou o primeiro posto).

Pouco depois de ser eligido para a Knesset a comezos de ano, Ben-Ari fixo uma declaração de intenções ao encabezar a marcha atravês de Umm al-Fahm no meio da revolta dos árabes israelis. Em resposta à exigência da Casa Branca de que Israel detivesse a “construcção nas áreas ocupadas”, anunciava a apertura do seu despacho ao lado do campo de refugiados de Shuafat, e foi arrestado em Shonron, para além da sua imunidade como membro da Knesset, tras intervir em apoio dos jóvenes manifestantes que foram encadeados pela polícia de fronteiras israelis.

Defensor do assentamento na totalidade de Eretz Israel, e estudante e seguidor do Rav Meir Kahane –tem sido descrito como o primeiro discípulo confeso de Kahane em ser eligido para a Knesset- Ben-Ari, de 45 anos de idade, estudou na yeshiva Mercaz HaRav e foi professor de Talmud e doutor em Estudos da Terra de Israel e Arqueologia pela Universidade de Bar Ilan.

Ben-Ari sentou-se recentemente com The Jewish Press para falar sobre a política israeli, a sua relação com Meir Kahane, a pressão exercida sobre Israel para deter a construcção de assentamentos e a ameaça nuclear iraniana.


A que atribui você a sua forte vinculação com o campo nacional na política israeli?

A procura para definir a minha identidade nacional comezou, na realidade, na minha infância. Durante a Guerra do Yom Kippur, quando tinha 10 anos, vim-me comnpletamente comocionado. Até esse momento a maioria dos israelis confiavam na comprensão e na direcção com que o Governo encarava as situações. Um montão de gente comezou a espertar e perceber que o Governo semelhava não entender o que se passava. Como rapaz isto causou-me uma enorme impresão. Tras a guerra, a maioria da gente regressou à sua rutina. Mas para mim tudo estava já posto em dúvida. Em vez de preocupar-me pelos desportos, punha-me lêr cada jornal que caia nas minhas mãos e vim-me totalmente imerso no pensamento sobre a identidade nacional.

Como se sentiu atraído pelo discurso do Rabbi Meir Kahane?

Tinha 16 anos quando conhecim ao Rabbi Kahane e lembro que me sentim atraído pelas suas ideias dado o seu enfoque do problema árabe israeli. A sua solução da separação –não de expulsar aos judeus, senão de promover que os árabes marchassem viver aos seus 22 Estados- ía encaminhada a evitar mortes, porque do contrário, ao final eles nos matarão ou teremos que o fazer nós. Kahane afirmava que se nãqo optávamos pela sua solução de separar-nos dos árabes, remataríamos escolhendo a solução de Arafat. Inclusso nisto foi um profeta. Três ou quatro anos depois de que Kahane fosse assassinado, Arafat ganhava o Prémio Nobel da Paz mentres os judeus eram assassinados.


O que também me imporessionou altamente foi o facto de que o Rabbi Kahane não se veia como um indivíduo isolado. Sentia-se vinculado a todos os judeus, para além de quem ou onde estivessem. A gente em Israel tende a dizer de Jonathan Pollard, “Sim, nasceu ali, é um norteamericano, e não tenho porque me preocupar por ele”. Isto é terrível. Uma das lições do Holocausto, que o Rabbi Kahane difundia, é a unidade judia. Quando sabemos do sofrimento doutro judeu temos que o sentir como parte da nossa própria família.

Durante a sua primeira intervenção na Knesset, os parlamentares árabes abandoaram o auditório, e você respondeu que esta for a sua “primeira grande vitória”. Como seguidor do Rabbi Kahane, sinte-se alienado na Knesset?

Quando accedim à Knesset, alguns dos membros mais veteranos lembraram como conseguiram isolar ao Rabbi Kahane, e acreditaram que poderiam fazeer outro tanto comigo. Sim, há gente que não fala comigo. Mas a maioria, inclusso alguns do Meretz, mantêm uma boa relação. Uma das principais razões pela que lhes resulta duro atacar-me, contrariamente ao que se passava com Kahane, é que eu sou israeli e nascim aqui.


Como interpreta a recente adesão de Netanyahu à “solução dos dois Estados”?

Netanyahu demonstrou que carece da capazidade de ser um líder. A sua capitulação nessa matéria de estabelecer um Estado palestiniano, ilustra que estamos tratando com um tipo perigoso que cede ante a pressão. Já o víramos no passado quando regalou aos árabes Hebron.

Acredita que o actual malestar entre os membros do Likud opostos à adesão ded Netanyahu à solução dos dois Estados poderá influir na sua toma de decisão final?

Os membros do Likud não o derrocarão. Desgraçadamente, a maioria deles ostentam posições dirigentes, e não têm intenção de opôr-se ao seu chefe. Alguns, de facto, são os seus principais defensores. Isto demonstra que há dois tipos de nacionalistas. Uns são como uma massa, moldeáveis segundo a situação. Os outros, os chamados extremistas, não cedem, para além do que fagam com eles. Eu pertenço ao segundo tipo.

Nós [União Nacional] oferecemos-lhe a Netanyahu o nosso apoio sem exigências monetárias ou de orzamento de nenhum tipo. Só pugemos três condições: não admitir a debate a entrega de parte alguma de Jerusalém, deixar fóra de toda discusão os assentamentos, e continuar desenvolvendo assentamentos.

O motivo da falha de seguridade que padecemos se deve a que nos últimos dez anos não temos feito mais que retroceder. A Direita está num processo permanente de retirada das suas posições, e tendo que se defender constantemente. Am Yisrael tem que avanzar. Deveríamos regressar a Chomesh e seguir edificando. Não deveria haver retiradas, nem procurar que “nos aceitem”, nem soluções de dois Estados.

Como residente em Shomron, nos denominados “territórios ocupados”, em que mnedida o congelamento dos assentamentos –embora fosse temporal- afecta à sua vida e impacta noutras partes de Israel?

A restricção do desenvolvimento dos assentamentos –e já se tem dado um congelamento durante os últimos sete anos- tem-se traduzido numa paulatina expulsão dos judeus de Yehuda e Shomron. Os nossos filhos, que casaram aquí, não têm onde viver e, de facto, já estám expulsados. Nem sequer podem alugar uma estância, e rematam por ter que marchar. Sem este processo de expulsão encoberto, não seríamos 350.000, senão 700.000 os judeus vivendo nos assentamentos.

Há uma grande demanda de lugares onde viver em todo Shomron. Os jaredim vivem numa extrema penúria. Foram expulsados mediante uma política de elevação de alugueres de Bnei Brak, e agora não têm onde ir. Assentar-se nas colinas é algo mais que isso, representa o nosso irrenunciável direito a toda Eretz Yisrael, e não apenas onde outros nos digam que podemos viver. Este congelamento é uma forma de sofocar os assentamentos, e a capitulação nesta questão cruzial demonstra a debilidade e a concorrência com o que exigem os inimigos de Israel.


Como professor, e à vista do adoutrinamento post-sioinista da juventude israeli actual, que fazeria você para implementar um câmbio?

O Rabbi Kahen dizia que em Israel edificáramos o maior movimento judeu juvenil para nada. A juventude actual não aposta pelo post-sionismo. Não apostam por nada, nem poelo passado nem pelo futuro. Isto é lamentável. A noite das eleições, quando escuitei que Kadima lograra 28 postos, chorei. Kadima é um partido que não aposta por nada. Como é possível que um de cada quatro eleitores neste país votasse por nada? Um dos maiores problemas hoje é a inexistência de estrutura familiar. A rátio do divórcio está incrementando velozmente, e o público secular já não acredita na santidade do matrimônio. Actualmente estou trabalhando num programa na Knesset para a melhora dos valoires familiares, algo que não é singelo hoje em dia.

Qual é a sua opinião sobre a ameaça iraniana?

Não tenho tanto temor da ameaça iraniana como da ameaça de evacuar Eretz Yisrael. Sim, Ahmadineyah está tolo, e a possibilidade de que faga algo imprevisto e perigoso está aí. É um problema que empiorará se não o afrontamos. Mas é um problema que temos a capazidade de ressolver. Aínda mais, a ameaça iraniana não é apenas contra nós, senão contra toda a humanidade. Se nos atacam, isso afectará a todo o Meio Leste, aos europeus e toda a zona ao nosso redor. E Ahmadineyad não é o poder supremo. Iran está dirigida por um Governo que não quererá sofrer as conseqüências.

Vejo que aos EEUU e à União Europeia lhes convém que Iran nos esteja ameaçando. Mas acredito que o problema iraniano está sacado da sua justa proporção. Estou muito mais preocupado pelas conseqüências de entregar os nossos territórios. Para mim esta é uma ameaça muito maior e real. A ameaça iraniana é mais uma ameaça de papel, mentres que entregar os assentamentos é uma espada real que pende sobre as nossas cabeças.


Por que não há protestas massivas em Israel contra a pressão actual da Administração Obama?

Porque a gente não o vê como uma ameaça iminente. Há lugares em Israel onde a gente protesta se sube o preço do pão dez agurot, mas não se movilizam se o que está em jogo é o orgulho nacional. Nalguns países, os cidadãos têm um sentido tão forte do orgulho nacional que queimam objectos e revoltam-se nas ruas se a sua equipa nacional perde. A questão é: se Medinat Yisrael tem que ir à guerra, o país vai-na respaldar? Respalda a gente a Eretz Yisrael o suficiente como para combater por ela?

Existe um ponto de ebulhição para cada nação, e o povo israeli aínda não tem chegado a ele. Temos a obriga de lutar pelos genuínos valores morais judeus, e não podemos claudicar no reconhecimento do nosso destino como nação judia.


Entrevistado por SARA LEHMANN

ARRESTADO POR PATRIOTA



Um familiar do Rabbi Meir Kahane foi posto em liberdade depois de que a polícia não fosse quem de achar evidências de nenhum tipo que o relacionassem com os recentes destrozos numa mesquita. A acusação, em todo caso, é absurda dado que os judeus têm o imperativo religioso de destruir mesquitas.

Para além da inexistência de provas incriminatórias, o tribunal não sancionou aos polícias por arresto errôneo, tras ordear a posta em liberdade.

GLOBOS PELA PAZ DESDE SDEROT


Primeiro foi a tolêmia da “Pomba pela Paz de Sderot”, perversa ideia esquerdista de fazer arte a partir da chatarra metálica dos projectis Kassam. Uma maneira de perpetuar a enfermiza ideologia da javlagá [auto-contenção]. Agora são os “globos pela Paz”. Arutz Sheva informa que rapazes judeus de Sderot soltaram anteontem centenares de globos em direcção Gaza, com mensagens de esperança para o futuro. “Por favor, não nos assassinedes!”. O acto foi patrocinado pelo Sderot Media Center, que semelha mais preocupada pelo “processo de Paz” que pelas vidas das crianças judias.

Mira que são gilipolhas estes progres! Acreditar que uma cultura de morte e destrucção pode cambiar pela solta dumas dúzias de globos… Ou a estúpida ideia de que os nossos rapazes e os seus são idênticos. Mentres os seus filhos aprendem a ensamblar rifles Kalashnikov com os olhos vendados, os esquerdistas ensinam aos nossos filhos que se lhes enviamos muitos globos pode que nos comezem a amar. Mentres os seus rapazes são indoutrinados com mantras sobre o orgiástico prazer de reventar-se no meio duma multidão de judeus, aos nossos ensina-se-lhes a “Canção da Paz” e como Akbar e Avi têm muito em comum um com o outro.


Iniciativas como esta são a garantia de que a geração de rapazes vindeira terá o cerebro igual de lavado, e de moralmente entumecido, como a actual.

Os esquerdistas de Sderot deve ser a gente mais tarada do planeta. Desde o meio do fogo cruzado, estám mais interessados em decorar artisticamente os cascotes das bombas que em defender aos judeus dos matarifes de Hamas. Temos escuitado com freqüência que o 40% da população de Sderot padece stress post traumático. Aposto que um estudo sério elevaria esses dados a mais do 90%.

Talvez algum dia, os parvos de Sderot exigirão ao seu Governo local que os deixem de tratar como parvos. Ë improvável, já o sei. O dano psicológico de assumir o papel de vítimas é demassiado enorme como para poder-se recuperar. Mentres, os impostos locais seguirão sendo destinados a perpetuar mais projectos progres como este de lanzar globinhos a Gaza e pintar de cores os restos dos mísseis Kassam para que semelhem bonitas flores –em vez de educar aos rapazes sobre a criminal natureza do nosso inimigo árabe. Soltar globos sobre Gaza fortaleze a Hamas. O balido dos aterrorizados judeus não faz senão excitar o instinto de sangue destes monstros e garantir a tortura e carnezaria de inumeráveis judeus mais, tanto militares como civis.



DANIEL BEN SHMUEL ISRAEL

31/12/09

“ÉXODO” NÃO TEM NADA A VER COM A REALIDADE



Ike Aranne (antes Yitzhak Aronowicz), capitám do “Éxodo” falecido a passada semana, dixo nesta entrevista celebrada no seu fogar de Zichron Ya'acov em Novembro de 2008 que nem a novela de Leon Uris, “Éxodo”, nem o filme protagonizado por Paul Newman têm nada a ver com a realidade dos factos.

Que o levou a se converter num homem de mar?

Foi totalmente casual. Quando tinha 17 anos queria combater a Hitler. Mas não desejava fazê-lo desde a Brigada Judia do Exército Britânico, porque nos destinavam a postos de segunda orde. Portanto optei por desprazar-me a Odessa e alistar-me no Exército Vermelho. A tal fim, subim de polizão num barco Solel Boneh [companhia de construcção da central sindical Histadrut], mas fum descobertro no trajecto e enviado a casa. Uma vez de volta, todo o mundo dizia que só procurara protagonismo e impressionar à gente. Estava tão avergonhado por isto que embarquei numa nave palestiniana que fazia o trajecto Haifa-Tobruk (Líbia).

Subiu singelamente ao barco e dixo que queria ser marinheiro?

Não, não foi tão simples. Houvem de subornar a um tipo chamado Perlman dando-lhe o salário de todo um mes para lográ-lo. Tras navegar em vários barcos, figem os meus cursos de oficial em Londres –de oficial terceira, segunda e primeira. Em 1942, quando regressei a Israel, ouvim falar do Palmah [primeiro regimento mobilizado pela Haganá, e precedente das IDF] que tinha uma ponla naval denominada Palyam, e enseguida quigem munir-me a eles. O meu amigo [cofundador do Palmah, e o seu primeiro comandante] Yitzhak Sadeh, ajudou-me. Por aqueles dias haviam outros judeus que embarcaram, mas como forma de ganhar-se a vida –não como parte dum projecto ideológico sionista. Total, que o Palmah carecia de marinheiros. Dado que já tinha oito meses de experiência marítima, fum considerado praticamente um experto.

Que me conta do “Éxodus”?

Era o primeiro barco que capitaneava. Seis meses antes, alcanzara o grau de oficial primeira, e apenas faltavam-me quatro para alcanzar o grau de capitám. Mas, dado que o barco era das Honduras –onde não tinham uma regulação tão estrita- pudem consegui-lo. Se aquele mesmo barco tivesse levado bandeira britânica no canto de hondurenha, não poderia ter alcanzado o rango de capitám, porque eles exigiam sete anos de navegação para obter o título, e eu só tinha seis e meio [Aranne está-se referindo ao facto de que tras obter a Haganá este barco procedente da armada estadounidense, que o atracara tras os seus servizos na invasão aliada de Normandia, o Consulado hondurenho dou-lhe permiso para navegar sob a sua bandeira].

Qual foi a sua experiência no barco?

Tínhamos um comandante que fora enviado por David Ben-Gurion. O seu nome era Yossi Harel [a personagem de Ari Ben-Canaan, interpretada por Paul Newman, está vagamente inspirada nele]. Morreu há um ano. Era um comisário político que fora destinado ao barco para supervisar aos palmahniks, aos que Ben-Gurion considerava um tanto incapazes. Nós dissemos-lhe que se fosse ao caralho; era um tipo que nem sequer sabia como era um barco por dentro, nem muito menos como funcionava –embora mais adiante cursaria estudos de engenharia naval. Em todo caso, estava obsesionado com que o barco ía ir a pique. Eu dissem-lhe que deixasse de dizer parvadas, que o barco não afundiria.


Por que acreditava que ía afundir?


Porque os britânicos figeram-no embarrancar umas vinte vezes, e a água entrava por alguns sítios. Mas eu tratei de explicar-lhe que o bar co não tinha danos sérios. Este barco –chamado originariamente “The President Warfield – foi construído para águas pouco profundas. [Chamado assim em lembrança do presidente da navieira da Chesapeake Company, fora inicialmente um navio de luxo que fazia o trajecto entre Baltimore, Maryland e Norfolk, Virginia, durante os anos 1928-1940. No período 1940-1941, foi reconvertido num barco de subministro da armada britânica, sendo depois asignado à armada estadounidense, onde tomou parte na invasão aliada de Normandia. Foi precisamente a esqüeta tripulação do barco o que chamou a atenção de Aranne, que o viu por vez primeira em Baltimore o ano 1946, e o adquiriu para a Haganá com o propósito de transportar refugiados judeus a Palestina. Ao estar desenhado para águas pouco profundas era idôneo para aproximar-se à costa de Palestina, inaccesível para barcos pensados para navegar em águas profundas]. Em qualquer caso, o certo é que Harel não era um homem de mar, e não sabia nada desse mundo. Mas acreditava que o barco ía afundir, e Ben-Gurion dixo-lhe que se rendesse. E rendeu-se.

Como lhe fixo sentir?

A tripulação e eu estávamos em contra. Foi essa rendição a que levou à ONU a dividir Palestina.

Qual era a sua opinião de Ben-Gurion ?

Ben-Gurion é considerado um grande e intrépido dirigente, algo que é uma completa falsidade. Ele acreditava que o povo judeu, sem o apoio dos EEUU e a ONU, estava condeado –o qual é ridículo. É agora quando estamos acabados.

Que momento lembra mais vivamente do episódio aquele?

O mais emocionante e terrível momento foi quando Ben-Gurion ordeou a Yossi Harel que se rendesse e, portanto, a nossa rendição.

Lembra claramente aquele dia?

Cada minuto de ele.

Entrevistou-no Leon Uris na procura das suas lembranças antes de escrever o livro?

Sim, fixo-o em 1956.

Que saíu daquela entrevista?

Dissem-lhe que era um afamado escritor, mas não um historiador e que, portanto, não era o mais adeqüado para escrever a história do “Exodus”.

E como reagiu quando você lhe dixo isso?

Muito ofendido. Mas, por suposto, eu insistim na minha certeza e, a fim de contas, escreveu uma grande novela, mas que não tinha nada a ver com a realidade.

Tão inexacto era?

Digo-lhe que não tinha nada a ver com o sucedido –não só no que à minha história se refire, senão com o acaecido na sua totalidade. O sucedido no “Exodus” levou à Comissão Especial da ONU em Palestina a dividir o país em dois Estados. O Palmah estava contra esta decisão, como também o estavam o Lehi [o grupo de Stern] e a IZL [Irgun]. Nós sustentávamos que Israel já fora dividida numa ocasião em 1920 por Ben-Gurion e Jaim Weizmann tras a declaração feita por Balfour em 1917 favorável a um Estado judeu. E a Declaração Balfour era partidária de entregar-nos Palestina como o nosso fogar nacional judeu. Isso incluia toda Transjordânia –oito vezes o tamanho de Palestina, habitada naqueles dias por apenas 15.000 beduínos nómadas. Mas Ben-Gurion e Weizmann decidiram entregar-lha ao tipo aquele do Hejaz, o Emir Abdula, que nem sequer era de Jordânia. E assim foi como o Reino de Jordânia foi criado em 1920, contra a decisão da Liga das Nações em 1917 de asignar Palestina ao povo judeu como sede do seu fogar nacional.


Uma entrevista de RUTHIE BLUM LEIBOWITZ

26-12-2009

HEREJIAS DO “RABINO” SHLOMO RISKIN


Semelha que os mais prominentes dirigentes da “ortodóxia moderna”, Haskel Lookstien, Avi Weiss, e Shlomo Riskin, libram uma competição para ver quem é capaz de desecrar mais o nome de D’us. Cada um no seu estilo, estám conduzindo aos seus seguidores ao abismo aderindo duma ou outra forma ao “diálogo interreligioso”. Ironias do destino, os três presumem de ser alunos do Rav Soloveitchik, de bendita memória. Podo dizer com uma certeza do 100% que o Rav teria rasgado as suas vestiduras de ter presenciado isto. Rav Soloveitchik sempre foi firme na sua postura de que os judeus têm proibido participar em qualquer variante de discussão religiosa, debate ou diálogo com membros doutras comunidades de fê. Os seus autodenominados discípulos mancilham tudo o estabelecido pelo seu Rebbe.

O affair amoroso de Shlomo Riskin com os cristãos é absolutamente demencial. Semelha que tudo quanto se adica a fazer são vídeos nos que os alaba. Soa como um missioneiro quando se refire ao judeu morto como “rabbi jesus” e utiliza termos ideologicamente escabrosos como “ponlas” que se cruzam com os postulados cristãos. Aposto que os missioneiros o estám celebrando. Vídeos como esses estám seguramente sendo traduzidos e distribuídos entre milheiros de judeus confusos, aos que qualquer “rabino ortodoxo” estará tranquilizando dizendo que o referido farsante é também um “rabino”.

É impossível permanecer em silêncio mentres os judeus são enmerdados por supostos homens da Torá. Não só está relacionado tudo com “jesus”. Também não existe nada em comum entre vo judaísmo e qualquer outra fê na Terra. Nem um ápice em comum há com uma teologia lunática que tomou os seus leit motivs das páginas dos mais antigos livros paganos e que adora a um pagano homem-deus. Não existe uma ética comum entre o judaísmo e uma teologia que acredita que só aceitando cegamente a um morto como salvador nos podemos salvar. A fê cristã é uma negação descarada do pacto noájico. São idolatras. É Riskin tão ingênuo que não entende a artimanha desta gentuza que apenas apoiam a Israel porque acreditam que o “segundo advenimento” está próximo?

Que o T’dopoderoso conceda aos judeus a sabiduria de desemascarar a estes perigosos indivíduos e a coragem e fortaleza de combatê-los, antes de que destruam mais almas judias. O dia chegará em que Shlomo Riskin tenha resposta ao seu peculiar apoio aos Acordos de Oslo que provocaram tanto derramamento de sangue judeu. Agora tem um pecado mais pelo que responder. A destrucção de inumeráveis espíritos judeus que será o resultado da sua enfermiza orgia com os descendentes de Edom.

Mentres os amalequitas árabes seguem tratando de expulsar-nos, os missioneiros disfrutam dum éxito sem precedentes na sua guerra eterna com a alma judia. Dramaticamente, os inimigos físicos e espirituais do Judaísmo estám sendo ajudados pelos guias “ortodoxos modernos”, que utilizam os seus púlpitos para colaborar na execução dos seus insidiosos planos. Com “rabinos” assim, quem necessita inimigos?


DANIEL BEN SHMUEL ISRAEL

30/12/09

OBAMA COM OS ULTRAESQUERDISTAS DE B’TSELEM



En una exigencia poco usual, y bastante fuera de lugar, Estados Unidos pidió explicaciones a Israel por la muerte de los tres terroristas palestinos el sábado durante una incursión del ejército israelí en Nablus, norte de Cisjordania, los mismos eran entrenados por tropas norteamericanas y eran miembros del grupo terrorista Fatah y habían asesinado al rabino Meir Avshalom Chai padre de siete hijos.

La petición estadunidense sucede luego de la protesta de la Autoridad Nacional Palestina contra una “peligrosa escalada de violencia” que, asegura, compromete la seguridad y la estabilidad instaurada por los servicios de seguridad palestinos en los “territorios ocupados”, aunque nadie menciona al rabino asesinado ni a su familia desamparada.

Washington reclamó, sobre todo, que se aclare el hecho de que los servicios de seguridad palestinos, que a la vez están fuertemente vinculados con células terroristas, no fueran advertidos del avance de esta incursión en zona “autónoma” palestina. Un absurdo. Washington pretende que Israel avise a los terroristas que serán detenidos. La administración estadunidense contactó a Uzi Arad, principal consejero del primer ministro Benjamín Netanyahu, encargado de las cuestiones de “seguridad nacional”, quien afirmó que la operación “correspondía a la autodefensa”, según el periódico israelí Haaretz.

Un alto funcionario estadunidense citado por el diario, expresó “su preocupación” frente a este repunte de violencia y “alentó a las dos partes a mantener la cooperación en el terreno de la seguridad”.


Fonte: Ianus y Seker se encontraron

O FUTIL CONSELHO DE SEGURIDADE



Muitos analistas estám preocupados ante a perspectiva de que os palestinianos obtenham uma resolução do Conselho de Seguridade da ONU reconhecendo as suas fronteiras de 1948. Pelo de agora, tal resolução é improvável: os EEUU vetariam-na, a menos que decidissem alinhar-se com Europa.

Mas as resoluções do Conselho de Seguridade não são vinculantes e, geralmente, são ignoradas. Tanto Israel como os palestinianos ignoraram a resolução da partição de 1947 (Israel ignorou as fronteiras, os árabes a própria partição). A “ocupação” israeli de Jerusalém, Judea e Samaria tem sido sempre tecnicamente ilegal, desde 1967, quando nenhum país reconheceu as nossas conquistas territoriais. Uma resolução mais não acrescentaria essa ilegalidade em modo algum.

Todos os países comprendem a impossibilidade dum retorno simplista às fronteiras de 1948, que implicaria desprazar entre 350 e 600.000 judeus, assim como a nossa capital: o Muro Occidental, a Cidade de David, e os edifícios do Governo, que estám todos situados para além das fronteiras estabelecidas em 1948.

Contudo, que a ONU reconhecesse o Estado palestiniano beneficiaria a Israel, pois nos legitimaria para deixar de subsidiar ao inimigo e poder bombardear tranquilamente a um Estado soberano.

PONZONHAS: O LIBELO DE SANGUE CONTRA ISRAEL


1. Epidêmia no West Bank

No amanhecer do 21 de Março de 1983, uma semana antes de Pesaj, num instituto da localidade de Arrabeh (Jenin), umas rapazas palestinianas com idades comprendidas entre os 15 e os 17 anos estavam sentadas nas suas aulas onde, de súpeto, começaram a desmaiar-se, uma tras outra. Conduzidas ao hospital e, tras um reconhecimento, não se achou razão alguma para os seus desmaios. Mas o caso e que perderam o conhecimento, e iniciou-se uma investigação a fim de dar com os motivos.

Pouco depois, outras rapazas de idade semelhante começaram sofrer desmaios noutras vilas do West Bank, em Bethlehem, e posteriormente em Hebron e Hallhul, Tulkarem e Nablus. Num período de poucos dias aproximadamente 1.000 rapazas foram parar ao hospital –aparentemente vítimas duma epidêmia.

Dado que tudo isto acaeceu pouco antes de Pesaj, o pretexto para o libelo de sangue e o envelenhamento massivo estava servido. Disparando-se os rumores de que os israelis envelenharam às rapazas.

2. A tradição árabe da literatura miragreira

O afamado director de cinema japonês, Akira Kurosawa, dirigiu um filme clássico em 1950, “Rashomon”, baseado num conto popular nipão do século XII. Contava a história da família dum samurai que fora atacada por uns bandoleiros. A partir daí, há quatro relatos distintos sobre o incidente. O espírito do samurai morto conta o nque se passou desde o seu ponto de vista. Também estám os relatos da sua dona, um dos seus criados e um lenhador que presenciara o ataque. O filme é a descripção fascinante dum mesmo evento desde quatro pontos de vista, e a mensagem de Kurosawa é que a verdade objectiva não existe. A verdade é susceptível de distintas interpretações, e cada um interpreta a verdade desde um ângulo particular.

Na Idade Meia existia um gênero na literatura árabe conhecido como literatura das miragres. O autor narrava as suas aventuras no caminho à Índia ou China. Relatava histórias fantásticas sobre lugares onde havia todo tipo de coisas maravilhosas, diamantes, prata e oiro, águias sobre as que podia voar, e tudo isso dou lugar à colecção que conhecemos como “As mil e uma noites”.

A narração palestiniano-árabe-muçulmã do que se passou neste caso, lembra um desses relatos de literatura miragreira. As histórias nascem nda imaginação e vam-se desenvolvendo sobre novas invenções. Isso é o que interessa à gente, e se sucedeu ou não carece de importância. Na esfera política, o relato inventado é asumido pela conciência palestiniano-árabe-muçulmã como a verdade.

3. Acusando aos israelis

Tras a epidêmia de desmaios massiva de 1983, as rapazas proclamaram que foram envelenhadas, embora os doutores que as atenderam não acharam evidência alguma disto. Então, os árabes começaram fazer acusações noi sentido de que era provável –e depois de que não cabia dúvida- que tivessem sido os israelis quem envelenhasse às rapazas. Acto seguido inventaram a justificação: a fantástica história de que os judeus tinham interesse em contrarrestar a elevada taxa de natalidade palestiniana, e portanto estabeleceram como objectivo específico o das jóvenes rapazas próximas à idade de contrair matrimônio. O envelenhamento foi levado a cabo para diezmar a este grupo de idade mais fértil com a intenção de limitar o crescimento demográfico árabe. Inclusso chegaram afirmar que contavam com provas clínicas, argumentando que os tests de ourinhos amosavam um alto nível de proteína, o que apontaria a que algo funciona anormalmente no sistema de fertilidade.

Começaram especular com todo tipo de teorias e documentos de doutores árabes. Nesse momento, de modo surprendente, os próprios jornais israelis começaram a questionar-se como os judeus, que foram exterminados nas câmaras de gas, poderiam ter feito algo assim, e produziram-se chamamentos à investigação das acções do Governo Likud de Menajem Begin. Os árabes acharam-se com os próprios israelis acusando o seu próprio Governo e elevando cada vez mais o tom dessas acusações.

Baruj Modan, director geral do Ministério de Sanidade e um dos mais destacados epidemiólogos de Israel, dirigiu uma equipa de investigação e, por suosto, não concluiu nada. Numa rolda de imprensa anunciou que não havia evidências de envelenhamento e que não se tratava mais que dum caso de histéria colectiva. Mas os jornalistas estrangeiros negaram-se a admitir a opinião profissional do reputado doutor.

Os palestinianos cresceram-se e ofereceram mais provas. Um pó amarelo foi achado nas persianas das janelas. O Dr. Modan e a sua equipa analisaram o pó e acharam que oprocedia duns pinheiros próximos, mas isto não convenceu aos jornalistas estrangeiros que seguiram dizendo que os israelis eram culpáveis.

Sem embargo, os mass media israelis começaram retroceder porque o Dr. Modan é sem lugar a dúvidas uma respeitada autoridade. De súpeto uma série de artigos deram em sair à luz sobre a história dos libelos de sangue e pondo de manifesto que aquí, também, na véspera de Pesaj, estavam agindo respeito a nós como figeram na Idade Meia, com as acusações de envelenhamento dos pozos. Foi curioso. Em apenas dez dias os mass media israelis passaram da auto-inculpação a uma auto-defesa massiva. Essa é a versão israeli de Rashomon.


4. A trama cresce

Pela banda palestiniana, os doutores insistiam em que havia signos que indicavam um envelenhamento massivo. As acusações acrescentaram e foram adoptadas pela dirigência da OLP, que em 1983 fora deportada do Líbano a Tunísia.

Os palestinianos optaram por jogar a sua baza secreta. Observando o dano tremendo que esta publicidade negativa estava causando a Israel, e que contavam com o apoio internacional, começaram enviar rapazas que fingiam desvanecer. Prepararam uma estratégia, de modo que quando as rapazas chegavam às escolas eram subidas a camionetas e acompanhadas por fotógrafos e jornalistas ao hospital. Tão cedo como os jornalistas estrangeiros se retiravam, segundo aqueles que eram israelis, as rapazas incorporavam-se dos seus leitos. Os árabes eram conscientes de quanto podiam obter mantendo este bulo e remataram convertendo-o numa história verdadeira que promoviam veementemente.


5. A perspectiva internacional

A terceira ponla desta históiria de Rashomon é o interesse das organizações e mass media internacionais. Os jornais franceses “Liberation” e “Le Monde” intitulavam que existiam evidências de que Israel envelenhara às rapazas. O informe do Dr. Modan foi apresentado como um débil intento dos israelis de ocultar o seu crime. Na ONU, o Conselho de Seguridade fixo público uma duríssima resolução contra Israel –como podia tolerar Israel que sucedesse algo assim? A história no seu conjunto foi considerada com uma base real e o assunto engrandeceu-se, implicando à Liga Árabe e a Conferência Islâmica.

Finalmente, Israel solicitou de modo formal à Cruz Vermelha Internacional e a OMS que acudissem a investigar. O representante da Cruz Vermelha Internacional veu e publucou uma descafeinada nota reconhecendo que não fora quem de achar evidências. Ao ser perguntado pelo motivo de não emitir um informe mais contundente, e rematar assim com o bulo, replicou que esse não era o cometido da Cruz Vermelha Internacional.. Se os palestinianos padeceram, tinha que existir um motivo real, e se não padeceram envelenhamento, daquela o sofrimento era devido, sem dúvida, ao “velenho da ocupação”. Tras isto, solicitou-se à Cruz Vermelha que figesse públicos os seus achádegos. Contestaram dizendo que não era o seu costume fazer públicas as suas conclusões –embora de ter-se tratado de conclusões contrárias a Israel, teriam-nas feito públicas de imediato.

Casualmente, o mundialmente famoso Centro de Controlo de Enfermidades de Atlanta informou dos resultados da sua invertigação. Os expertos estadounidenses concluíram que, sem dúvida, se tratara dum caso de histéria colectiva, um fenômeno semelhante a quando as rapazas desmaiam num concerto de rock.

Para além do “The New York Times”, que camuflou a rectificação das suas acusações contra Israel nas páginas finais do periódico, nenhum outro jornal se dignou sequer a fazer outro tanto. Os embaixadores israelis em grande número de países solicitaram aos jornais locais que publicitaram as retractações –mas foram ignorados. Assim que um caso de histéria colectiva foi convertido pelos palestinianos num assunto de máximo interesse internacional. E com grande éxito.

6. A política dos direitos humanos

Pouco depois deste acontecimento, o representante palestiniano ante a Comissão de Direitos Humanos de Genebra declarou ante a Comissão que Israel inoculara o vírus da SIDA entre 300 rapazas palestinianas a fim de destruir a toda uma geração, como parte do plano israeli de genocídio. O mesmo que no episódio do envelenhamento. Por suposto que nenhum membro da Comissão, agás o representante israeli, protestou ou dixo nada. Acto seguido o representante israeli perguntou ao presidente da Comissão, que era checo, como tolerava que o órgao que dirigia permanecesse calado ante tamanhe difamação, que passaria a formar parte das actas da ONU. O presidente então redactou uma carta aos membros da Comissão sinalando que a acusação não puidera ser provada e que deveriam evitar no futuro fazer alusões infundadas.

Essa mesma tarde, cinco membros pertencentes a países famosos pela sua observância dos direitos humanos, como Irak e Sudám, exigiram que o presidente retirasse a sua carta, argumentando que carecia de autoridade para anular o que os representantes afirmaram, e advertindo-lhe que seria removido do posto se não accedia. Assim que redactou uma nova carta cancelando o dito na anterior.



7. A goma de mascar esterilizante

Em 1997 os palestinianos publicitaram outro “complot israeli encaminhado a suprimir o crescimento da população árabe”. Asseguravam ter analisado paquetes de chicle de fresa infectados com hormonas sexuais que eram vendidos a preço barato perto das escolas do West Bank e da faixa de Gaza. Afirmavam que esses chicles provocavam um irresistível apetito sexual nas mulheres, e que depois provocavam esterilidade. Segundo o Ministro de Abastecimentos palestiniano, Abdel Aziz Shaheen, eram capazes de “destruir totalmente o sistema genético dos rapazes jóvenes” também.

Neste caso, alegavam os palestinianos, Israel distribuira goma de mascar injectada de progesterona, uma das hormonas femininas. Essa hormona, sustentavam absurdamente, encende um selvagem desejo nas mulheres e serve assimesmo de contraceptivo –corrompendo às mulheres árabes, ao impedir que sejam capazes de reproducir. O libelo era uma reminiscência doutro extendido no ano anterior em Egipto a partir doutra goma de mascar israeli. Apenas eram os flecos da sua onda expansiva. Shaheen insistia em que os chicles eram vendidos apenas “nas portas das escolas de primária e nas gardarias”, porque os israelis “querem destruir o nosso sistema genético” dando hormonas de sexo às crianças antes de que os seus organismos podam metabolizá-las. Quando a patranha chegou a Hebron, no West Bank, o oficial local de saúde, Mahmoud Batarna, afirmou ter interceptado 200 toineladas do devandito chicle.

O “The Washington Post” encarregou um test da suposta goma contaminada proporcionada pelas autoridades palestinianas. Até o próprio Dan Gibson, professor de química parafarmacéutica na Universidade Hebrea e membro do lobby esquerdista Paz Agora, dixo que, utilizando um espectrómeto de massas capaz de detectar um microgramo de progesterona, fora incapaz de detectar nada no chicle.

8. Mais velenho

O patrão da literatura miuragreira repete-se uma e outra vez no mundo árabe sem fim. Existem duas equipas israelis em Egipto que têm estado fazendo um trabalho excepcional no desenvolvimento da agricultura naquele desértico país, e que têm obtido extraordinários resultados. Pois bem, os mass media egípcios têm acusado aos israelis de envelenhar a terra e destruir a agricultura egípcia.

Em Junho de 1997, o jornal palestiniano “Al Quds” informava da acusação do director da Divisão Criminal da Polícia palestiniana de Nablus, segundo a qual os servizos de seguridade israelis mandaram um grupo de prostitutas israelis infectadas pela SIDA a propagá-la entre a população palestiniana.

Estes são apenas uns quantos dos bulos que têm sido utilizados como armas de propaganda contra Israel. Mais de vinte casos semelhantes estám detalhados e pormenorizados em “Velenho: manifestações modernas do libelo de sangue”, um livro que vem de ser editado por Lexington Books. Nele documenta-se a história do libelo de sangue contemporâneo contra os judeus e Israel, no que estám involucrados não apenas árabes e muçulmãos, senão também os mass media europeus e várias organizações internacionais.

9. O libelo de sangue como arma de guerra

Durante a ofensiva palestiniana, Yasser Arafat acusou ao longo de vários meses a Israel de utilizar armamento enriquecido com urânio contra os palestinianos, e dixo numa entrevista no jornal francês “L’Humanité” (21 de Fevereiro de 2002) que essa informaçao estava corroborada pelos EEUU –embora os EEUU não ter nunca admitido tamanhes extremos. Num discurso emitido por Al Jazeera TV o 27 de Março de 2002, Arafat acusou ao exército israeli de usar gases com urânio enriquecido e resíduos tóxicos. Israel foi acusada também de distribuir caramelos envelenhados no West Bank para exterminar às crianças.

Os chamamentos internacionais para investigar a conduta israeli em Jenin, durante a sua ofensiva de resposta aos atentados islamikazes palestinianos nas cidades de Israel, seguiram muito de perto o patrão de apoio internacional às invenções palestinianas descritas acima.

Desgraçadamente, somos uma vez mais testemunhas doutra onda de libelos de sangue como parte da incesante guerra árabe contra Israel.



RAPHAEL ISRAELI

29/12/09

ISRAEL VAI PERDENDO A GUERRA DA PROPAGANDA



Os chamamentos a lanzar uma versão israeli da CNN ou Al Jazeera são inúteis. O primeiro problema é que o Governo israeli não teria o sentido comum do Sheij de Qatar de financiar a cadeia de TV e depois manter-se à marge. Pelo contrário, a cadeia estaria sujeita a todo tipo de influências, incluíndo consignas partidistas, lobbying, e submetida a pressões de orzamento. Contrariamente ao Sheij, todo aquele que é alguém no Governo israeli presume de saber melhor que ninguém como dirigir um mass media.

Doutra banda, CNN e Al Jazeera são claros nos seus plantejamentos: objectividade e panarabismo, respectivamente. Uma cadeia judia que entrasse nessa competência destacaria pela sua indecisão. Oscilaria entre a apologia pro-israeli da esquerda (perdoem, tivemos que levar a cabo essa operação ánti-terrorista, mas prometemos que teremos mais cuidado a próxima vez…) e o discurso centrista. A posição da direita nacionalista estaria excluída. Mas a audiência quer pontos de vista extremos; não têm interesse em escuitar excusas e meias verdades. Os mass media israelis fracassam ao tratar de explicar as nossas acções, em vez de posicionar-se desde um princípio sobre elas como o que cumpria fazer. Fixade-vos que a Al Jazeera não lhe sudam as mãos ao falar dos motivos do terrorismo islâmico –pelo contrário, fazem uma cobertura do terrorismo que estimula a sua aprovação.

Existe outra tremenda diferência, a dos jornalistas, entre a hipotética cadeia israeli e Al Jazeera. Os árabes empregam jornalistas altamente motivados que compartem os mesmos valores que os terroristas e outros nacionalistas muçulmãos. Os jornalistas israelis pertencem habitualmente à ultraesquerda –que é o que faz que as canles de TV israelis semelhem emisoras de propaganda árabe. Qualquer intento de incorporar novos jornalistas a esta nova canle tropezaria com a protesta do lobby da ultraesquerda, e os seus seqüazes rematariam mantendo o posto dentro da nova cadeia. Os mais famosos jornalistas árabes acreditam nos seus valores; e os mais famosos dos judeus também: acreditam nos valores árabes.


Os árabes são valorados como menos hipócritas que os judeus. Al Jazeera, uma cadeia árabe, é inerentemente mais crível que qualquer cadeia judia. Isto poderia corrigir-se incorporando jornalistas cristãos pro-israelis –mas rematariam sendo submetidos ao ostracismo em maior medida aínda que os jornalistas da Fox. Pouca gente estaria disposta a arriscar a sua carreira participando numa controvertida canle judia que fosse permanentemente atacada pela sua inequívoca postura pro-israeli.

Uma canle de notícias é valorada pela sua capazidade de estar nos pontos de conflito. Quantos mais pontos de conflito despfregam os terroristas árabes, mais prfesença tem Al Jazeera –que não tem problema algum em destacar os seus jornalistas ali. Uma canle israeli estaria praticamente excluída em todos os países muçulmãos e nos campos de refrega, e um modelo baseado ao 100% nos freelancers não é válido. A canle israeli derivaria numa paródia de TV de muito limitado interesse para alguns países estrangeiros.

A mentalidade humana tem um curioso mecanismo: à gente gosta-lhe escuitar boas novas sobre os amigos mais próximos, mas novas negativas sobre todos os demais. Isso explica o por que os mass media das pequenas cidades são tão calidamente próximos e bem intencionados, mentres os mass media nacionais tendem a ser hostis e críticos. Al Jazeera insire-se nesta última mentalidade: é mais ánti-algo que pró-algo. In clusso nas raras ocasiões em que Al Jazeera é pro-alguém, esse “alguém” é ánti-alguém outro. Portanto, as informações de Al Jazeera são muito críticas respeito Israel e os EEUU, e apoiam abertamente aos terroristas que combatem àqueles. Israel, um animal politicamente correcto, nunca promoveria uma canle ferozmente ánti-árabe, in clusso quando essa canle se puider converter numa fonte de éxito comercial e político. Uma simples opinião pro-israeli, seria imediatamente tachada de “apologia”.


Admitamo-lo, a maior parte do mundo é ánti-judeu. Não no sentido exterminador do ánti-semitismo, se queredes, mas sim no sentido dum desprezo geral, ou mais subtilmente, como uma ausência de aprezo. Quando a gente desprezável arrebatou aos árabes a sua terra, negando-se a permitir o regresso dos seus refugiados, e emprendendo campanhas contra os seus vizinhos, foi normal que a opinião mundial se volvesse contra Israel. A única alternativa é romper o molde do judeu: quando Israel derrotou aos seus inimigos na fugaz guerra de 1967, não agimos como típicos judeus –e não fumos julgados como tais. Para além de condeias retóricas dos Governos, a opinião mundial esteve abertamente a favor de Israel. Al Jazeera, portanto, semprfe terá uma audiência mais empatizada que uma canle israeli, pela simples razão de que a maior parte do mundo despreza a Israel e os EEUU.

A solução não pode ser lanzar uma nova canle televisiva para lutar vanamente contra a corrente, senão cambiar a image de Israel de modo que os grandes mass media falem de nós com respeito –quando não com admiração. A tal fim, Israel deve deixar de comportar-se da indecisa maneira a que estamos acostumados, e agir firmemente conforme os nossos valores. Considerade por que a guerra do Líbano de 2006 foi julgada muito mais favoravelmente que a operação em Gaza de 2009. A diferência foi que o mundo entende as regras da guerra, e uma vez que Israel está implicada em librar uma guerra, tudo vai sobre rodas. Mas em Gaza, combatimos ao modo duma operação policial, exército contra civis, o qual não dava bem nos ecrãs das TVs estrangeiras. Um país respeitável deve definir muito claramente quais são os seus inimigos e combatê-los sem piedade; falar vagamente duma ponla armada de Hamas e, de modo alternativo, bombardeá-los e permitir o subministro humanitário faz-nos parecer estúpidos.

Dado que a batalha pela opinião estrangeira é dificil de ganhar, a batalha mais importante é a da opinião dos israelis. Eles sofrem a diário o lavado de cerebro dos mass media da ultraesquerda, e uma cadeia judia nacional é uma necessidade urgente. O Governo, porém nunca dará uma tal licença –ou bem procederá a censurá-la de imediato por “incitação”. Para quando as TV sem licença da internet poidam cumprir essa função, o Governo já terá dado com a forma de bloquear a TV por internet também, especialmente na medida em que acceder à banda ancha desde servidores de banda estreita não é factível. Não há, pois, maneira de que os mass media israelis poidam ser partidários dos judeus agás através duma revolução.

O passo dos jornais e a TV aos blogs e a meios tipo YouTube dam a Israel a possibilidade de trunfar na guerra de propaganda das altas tecnologias. Os árabes que não sintonizem as suas antenas de satélite com as cadeias israelis pode que entrem em páginas israelis em búsquedas relevantes. Israel pode entrar na guerra mediática a um custe quase zero liderando a onda da informação em Internet. Hackeando páginas web inimigas, castigando-as nos rankings dos motores de búsqueda, garantindo ao mesmo tempo que os sites israelis ocupem as posições mais altas, incluíndo em YouTube, custaria um milheiro de vezes menos que uma canle televisiva tipo Al Jazeera e brindaria a Israel uma ventagem imensa sobre os seus inimigos no segmento mediático que experimentará o maior crescimento.


OBADIAH SHOHER

MULTITUDINÁRIA DESPEDIDA AOS ASSASSINOS DO RABINO


Dúzias de miles de árabes asistiram aos funerais de três criminais em Sijém, Samaria. Os assassinos, membros das forzas de seguridade de Fatah financiadas com a ajuda dos EEUU e os impostos transferidos de Israel, mataram a semana passada ao Rabino Meir Jai, um autêntico homem de paz.

Dos três terroristas palestinianos, um fora libertado recentemente das cárceres israelis, e outro de eles perdoado.

As IDF enviaram sem miramentos a estes carniceiros árabes ao Paraíso. A orde de matar em vez de efectuar arrestos forma parte dum código arraigado no establishment de seguridade israeli, que sempre foi escéptico respeito os intercâmbios de prisioneiros.

Os palestinianos louvaram no acto aos assassinos e proferiram duras condeias contra a Autoridade Palestiniana –que segundo todos os indícios foi quem proporcionou a informação do seu paradeiro às IDF.

SERÁ CAPAZ BIBI DE SOLTAR A MAIS?



Fixade-vos nalgo terrível:

Nader/Raed A-Gabar Machmad Surkajy, um antigo residente em Nablus de 40 anos de idade, activista de Fatah já estivera em prisão anteriormente em Israel. Antes do seu arresto em 2002, Surkajy era membro das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa e participou em múltiples ataques terroristas. Surjaky esteve também implicado na fabricação de artefactos e no mantimento dum laboratório de explosivos em Nablus. Surjaky foi arestado em Abril de 2002 e posto em liberdade em Janeiro do ano em curso.

Assan Fatachi Naif Abu Sharach, um antigo residente de Nablus de 40 anos de idade, também estivera anteriormente encarcerado em Israel. É irmão de Naif Abu Sharach, antigo dirigente de Fatah em Nablus, que fora responsável de planificar múltiples ataques terroristas até que foi abatido por forzas das IDF em 2004.

Annan Saliman Mustafa Tzubach, residente em Nablus, de 36 anos, activista de Shahad Al Aqsa, esteve involucrado na actividade de Fatah em Nablus. O seu grupo esteve dirigido por Naif Abu Sharach até a sua morte. Annan exerceu de subministrador de armamento. Durante o intento de arresto da passada noite, Annan morreu tras um intercâmbio de disparos com as IDF ao ser localizado num escondite com armas e munição. Annan esteve incluído num acordo no que a suspeitosos de actos terroristas se lhes concedeu uma anistia a câmbio de cesar e desistir na sua vinculação com actos de terrorismo.


YISRAEL MEDAD

NASRALÁ TEM RAZÃO


Dixo o dirigente de Hezbolá: “No passado, Israel acostumava a fazer mais e falar menos; sem embargo, hoje Israel fala muito e apenas faz nada, porque é incapaz de fazer nada”.

O FALSO AMIGO DE ISRAEL



Cinco anos atrás, os activistas ánti-israelis trataram de arrestar ao daquela Ministro de Defesa Shaul Mofaz por “crimes de guerra”, mentres cursava uma visita a Londres.

Desde aquela, um grande número de representantes israelis têm logrado eludir a duras penas arrestos semelhantes na Grande Bretanha graças à imunidade diplomática, ou têm-se visto na obriga de cancelar as suas viagens devido à alta probabilidade de serem detidos.

Durante todo esse tempo, o Governo não tem dito esta boca é minha. Só agora, que Tzipi Livni teve que cancelar a sua visita a Londres, tras um amago de detenção pela sua participação na Operação Liderádego Sólido, o Governo britânico tem decidido modificar a legislação, provavelmente promovendo a figura do Fiscal Geral como barreira prévia a qualquer arresto desse tipo.

Por que precisamente agora? Uma razão pode vir dada pelo facto de que esta seja a primeira vez em que o Governo israeli tem respondido com fúria não disimulada ao intento britânico. Mas tenha-se também em conta que para os diplomáticos britânicos, Livni é “um dos nossos”. Isto é devido a que, dado que ela é uma das mais fervorosas políticas pacifistas que tenha produzido Israel, considera-se uma afrenta o intento de arrestá-la pela sua implicação numa guerra.

“Livni apoia a solução dos dois Estados. O intento de arrestá-la tem disparado todas as alarmas”, afirmou um escandalizado portavoz da Foreign Office ao “The Guardian”. O lamentável deste enfoque é que revela que à Foreign Office teria-lhe importado bem pouco se o intento de arresto tiver sido contra algum político com pontos de vista mais belicosos.

Esta afirmação amosa que a Foreign Office está disposta a formar um círculo defensivo quando num dos seus companheiros de ideologia está em perigo –e como é absolutamente incapaz de entender o amoral e carente de princípios que esse tipo de actitudes, que compartem com Livni, resultam para solucionar o problema de fundo.


A negativa britânica a aceitar o risco existencial de Israel –insistindo, em vez disso, em que o impasse noi Meio Leste é devido a uma simples desputa fronteiriza perpetuada pelo rechazo israeli ao compromiso- é uma análise errônea que só radicaliza mais a envelenhada atmósfera que dá pê a este tipo de ordes de arresto.

A fim de contas, o Governo de Gordon Brown tem despregado a actitude mais hostil face Israel que até os mais velhos dos britânicos lembram.

Assim, está em primeira linha do boicote contra os produtos israelis procedentes de Samaria e Judea -um castigo este que só aplica à sua democrática “aliada” Israel, mas a nenhum país tirânico. Negou-se a votar contra o informe inspirado por Hamas que emitiu Goldstone na ONU. Denunciou a Operação Liderádego Sólido como desproporcionada, mentres dou por boa a propaganda de Hamas, negando implicitamente o direito de Israel a defender-se dos ataques. E apoiou a descabelada proposta sueca de entregar preventivamente a metade de Jerusalém aos inimigos de Israel.

Aínda mais: o Governo britânico sustenta a falsedade de que Israel segue ocupando Gaza e que os assentamentos são ilegais.

Para além do facto de que lhes goste ou não, os assentamentos são plenamente legais, e não em pequena medida devido ao facto de que o Mandato Britânico em Palestina (1922) –cujas previsões seguem sendo legais- estabeleceu que os judeus possuiriam em exclussiva o território entre o Mediterrâneo e o Jordão.

O inquestionável é que sempre, desde os anos vinte do século passado, quando o terrorismo árabe comezou a azotar a presença judia em Palestina, os britânicos responderam tratando de apaciguar e renegando das obrigas que adquiriram nos tratados que asinaram –proporcionando, deste modo, aos terroristas mais e mais inbcentivos para seguir adiante.

Tão abominável tradição continua hoje com o Governo de Gordon Brown, embora as suas afirmações de que Israel é uma “sócia estratégica e íntima amiga” da Grande Bretanha.

De facto, a sua hostilidade tem contribuído enormemente ao clima de rabiosa histéria, irracionalidade e ódio face Israel que emponzonha o debate público no nosso país e graças ao qual se produzem os referidos intentos de arresto.

Com “íntimos amigos” assim, quem necessita inimigos?


MELANIE PHILLIPS

LOCALIZE O ERRO



B'Tselem: As IDF poderiam ter executado a militantes palestinianos desarmados.

“Uma investigação sobre o operativo das IDF na cidade de Nablus, no West Bank, o passado sábado, sugire que os soldados israelis poderiam ter executado a dois dos três desarmados militantes palestinianos que foram assassinados, dixo o grupo esquerdista pro-direitos humanos B’Tselem o sábado”.




Vejamos:

a)      “Poderiam”?
b)      “Desarmados”?
c)      “Militantes”?
d)      “Investigação?”
e)      “Dois dos três”?
f)        “Grupo pro-direitos humanos”?
g)      Tudo o anterior?

Ah, por alguma extranha razão “Haaretz” adjectiva a B’Tselem como “esquerdistas” (¡!)…


YISRAEL MEDAD

27/12/09

ODIAMOS GAZA


Muita gente pergunta-me que sinto quando contemplo as fotografias dos civis mortos em Gaza, especialmente as de crianças. Eu não sinto nada.

Uma desculpa válida seria argumentar que essas mortes foram inevitáveis, toda vez que Hamas se embarcara numa oposição aberta ao Estado judeu. Hamas foi a causante de que morreram, e os judeus limitaram-se a agir como autómatas: ante a ameaza, reagimos. Nesse sentido, não havia lugar para a livre eleição de atacar aos gazenhos: Hamas não nos deixou opção. E ante a ausência de livre eleição não se pode falar de culpabilidades.

Mas existe uma dimensão moral mais profunda: os seres humanos têm direito a odiar àqueles que os ódiam. Quando os rapazes palestinianos disfrutam dos shows de Mickey Mouse assassinando judeus, quando os rapazes de Gaza participam nos desfiles de Hamas disfarçados de terroristas suicidas, quando os adolescentes árabes se convertem em autênticos terroristas suicidas –não tenho problema algum em contemplá-los mortos.


Os árabes palestinianos desafiam ao D’us de Israel; através das suas acções reafirmam que as promesas de D’us aos judeus são falsas. Apenas pela sua herejia, já merecem ser executados. Não importa o mais mínimo que aqueles que morram não tivessem matado nenhum judeu –aínda- ou, inclusso, que nunca o tivessem chegado a matar. Pertencem a uma nação inimiga. Como em Sodoma, tiveram a sua oportunidade, a oportunidade de afastar-se do mal. Inclusso dentro da faixa de Gaza, existem multidão de espazos recônditos onde estes proverbiais árabes “bons” poderiam ter-se refugiado do seu regime ánti-israeli. Não o figeram. Aínda mais, têm votado entusiastamente a favor dos terroristas de Hamas ou de Fatah –que para nós são exactamente a mesma coisa.

Os rapazes não arrastam a culpa dos seus pais só nas comunidades de carácter mais próximo. A nível nacional, também o fazem. Velaí o motivo pelo que Amalek foi exterminado a causa dos pecados dos seus ancestros remotos. E não me vaiades dizer que Amalek já é assunto passado: uma e outra vez, as Escrituras falam de que tem que ser exterminado, cada vez que emerja. Amalek vive, e pode ser identificado fazilmente pela sua firme determinação em assassinar judeus. Os rapazes que vivem a expensas dos seus pais, fieis votantes de Hamas, são responsáveis das acções de Hamas.

As mortes havidas em Gaza têm sanção na nossa religião. As nações na Terra de Israel têm três opções: submissão e lealdade inquestionável, exílio, ou morte. Ah!, e a eleição só é admisível antes da batalha: presumivelmente a sua eleição, uma vez iniciado o combate, não seria honesta, mas apenas uma artimanha temporal.


O ódio é o único elemento comum entre a direita e a esquerda israelis, entre os judeus de Yitzhar e os da cosmopolita Tel Aviv. Diferimos em tudo o demais, mas odiamos aos árabes aproximadamente igual. Progressismos aparte, a nenhum judeu esquerdista lhe gosta ser ameaçado pelos árabes em Israel ou nos seus arredores. A bondade é passiva; só o ódio é accionável e serve para unir às massas. Quando cruzou o Jordão, Josué ben Nun agrupou aos hebreus arredor do ódio comum e da inquina contra os nativos –e não arredor do Shabat ou da comida kasher.

Seria fantástico poder falar com as palavras da Torá aos judeus esquerdistas, mas não daria resultado. Quando menos, não com as palavras tradicionais. A Torá reconhece plenamente a natureza humana e por isso planteja objectivos nacionalistas –inclusso de extermínio- aos judeus antres da sua entrada em Canaan. Os hebreus podiam disentir em muitos aspectos, mas todos queriam por igual uma nação sem gente hostil. Não por acaso, a palabra hebrea para denominar ao “vizinho” é um equivalente a “mal”. O ódio comum aos intrusos é o que construi as nações. Assim que eduquemos a todos no que diz a Torá. De facto, antes ou depois rematarão aludindo à Torá para fundamentar o seu nacionalismo e o seu ódio. A ninguém lhe gosta apresentar-se como alguém que ódia, senão que sempre procuramos racionalizar e justificar o nosso ódio adequando-o a algo. Ideologia ou religião.


OBADIAH SHOHER