05/01/10

A MENTIRA DO FILOSEMITISMO COMUNISTA



O blogue de David Duke tem pendurado um artigo do neo-názi William Pierce sobre os assassinatos soviéticos perpetrados contra os nacionalistas ucranianos. Naturalmente, tanto Duke como Pierce partem da premisa de que a União Soviética estava controlada pelos judeus.

Isto não é nada novo, mas apenas um lugar comum entre os neo-názis e outros ántisemitas. Esta patranha sempre é sacada a colação para justificar o trato que Adolf Hitler dou aos judeus, e para justificar a qualquer futuro genocida.

Já tenho escrito ao respecto com anterioridade e ninguém tem sido capaz de rebater. Mas pode que tenha sido porque ninguém tinha um doutorado em cebar-se com os judeus. Portanto, velaqui a oportunidade para David Duke, ou qualquer outro que o deseje.

David, estes factos para mim são incontestáveis. Demonstra-me uma só coisa na que esteja equivocado:

A)    ORIGES DO COMUNISMO

O Comunismo procede da escola alemã de pensamento denominada Escola Histórica Alemã.

Os fundadores do Comunismo denominavam-na “Ideologia Alemã”.

Foi fundado por um ário, Friedrich Engels, que necessitava a alguém com “cerebro judeu”, de modo que se associou com o judeu com mais auto-ódio que puido achar –Karl Marx.

Todos os comunistas alemães eram patriotas, naqcionalistas alemães que procuravam “o melhor para Alemanha” –e, portanto, todos os comunistas judeus eram ánti-sionistas e rechazavam o Judaísmo.

Marx reconhecia a influência dos alemães Immanuel Kant, G.W. F.Hegel e Ludwig Feuerbach –não assim da Bíblia, a história judia ou o Sionismo.

A escola económica que poderíamos dizer que era mais judia foi a Escola Austríaca, readicalmente afastada da economia marxista.


B)    REVOLUÇÃO BOLCHEVIQUE


O Partido Bolchevique esteve absolutamente patrocinado pelo Governo alemão.

A Revolução Bolchevique de Outubro de 1917 foi organizada e promovida em Rússia pelo Governo alemão, a pesar de que os bolcheviques, e o próprio Lénine, não o viam com bons olhos.

Que os alemães patrocinavam os bolcheviques foi reconhecido pelo Zar russo (a pesar do facto de ser ele etnicamente num 92% alemão), assim como pelo resto dos partidos agás os bolcheviques.

O Bund Judeu e os Sionistas eram rivais antagônicos dos bolcheviques.

Os comunistas soviéticos ilegalizaram o Bund Judeu e o Sionismo.

Os judeus estavam infra-representados no Partido Bolchevique em 1917, e só tiveram muma representação maior brevemente tras a Revolução porque os judeus eram a única gente letrada, depois de que os bolcheviques expulsara ou aniquilara à elite russa.

Em 1917 só o 1’5% dos bolcheviques eram judeus.

Os judeus só se aliaram aos comunistas devido a que o Exército Branco zarista exterminou entre 1918 e 1920 a perto de 100.000 civis judeus num genocídio encaminhado a acabar com todos os judeus russos. Logicamente, não podiam agardar que o objecto do seu genocídio se fosse aliar com eles.

C)    BENEFICIÁRIOS DA REVOLUÇÃO BOLCHEVIQUE

Alemanha beneficiou-se imediatamente da Revolução porque tras a rendição bolchevique receberam territórios a câmbio.

A orige do “multiculturalismo” russo basea-se na promoção étnica dos alemães em Rússia tras a Revolução. Regiões inteiras de Rússia e Ucrânia passaram ser germanófilas e dominadas de modo exclussivo pela cultura alemã.

A URSS foi o principal patrocinador financeiro e militar dos inimigos árabes de Israel, incluíndo a totalidade das suas organizações terroristas.

Os judeus só estiveram sobre-representados no aparelho comunista durante uns anos na década dos anos vinte –e aínda assim numa percentagem do 1%, quando eram o 5% da população. Tras os anos vinte, os judeus passaram a estar gtotalmente sub-representados no Governo soviético.

D)    VÍTIMAS DO REGIME SOVIÉTICO


Lénine destruiu uma percentagem muito superior de sinagogas que de igrejas ou mesquitas.

Os únicos judeus que eram aceitados eram aqueles que expressamente rechazavam o Judaísmo e o Sionismo. Os que não, eram declarados “inimigos do Povo” e eram exterminados.

Lénine escreveu: “Quem directa ou indirectamente apoie a ideia duma “cultura nacional” é (para além do bom das suas intenções) um inimigo do proletariado, um aliado do velho e da posição de casta dos judeus, um cúmplize dos rabinos e da burguesia”. Nenhuma outra étnia foi sinalada de tal modo, mentres o nacionalismo alemão era simultaneamente tolerado.

José Stáline exterminou judeus em número desproporcionado.

Em Holodomor, onde se exterminou aos granxeiros ucranianos, os judeus estiveram sobre-rfepresentados entre as vítimas –a pesar de que apenas havia judeus granxeiros. Se os granxeiros tivessem sido assassinados ao azar, os judedus apenas teriam chegado ao 0’1%.

Na massacre de Katyn, os judeus também estiveram sobre-representados e a “inteligência judia” era um objectivos explícito de Stáline. Uma das vítimas foi o Rabino Chefe do Exército Polaco.

A Negação do Holocausto foi a linha oficial do Partido na URSS, e só se permitia admitir que foram assassinados pelos názis “cidadãos soviéticos”, sem mencionar aos judeus.

Quando a OLP assassinou à equipa olímpica de Israel em 1972, os comunistas da Alemanha do Leste ajudaram aos árabes a cometer a massacre.

E)     STÁLINE, AS SUAS VÍTIMAS E OS JUDEUS

O único momento, durante o mandato de Stáline, em que não houvo purgas foi durante a etapa em que à fronte da NKVD havia um judeu. Que posteriormente foi assassinado também por Stáline.

Os judeus foram o grupo mais desproporcionadamente castigado durante a massiva Purga de Yezhovschina.

Os judeus estiveram sobre-representados em todas as purgas estalinistas. Assim Stáline assassinasse generais ou científicos, os judeus sempre eram os mais castigados.

Todos os judeus que alcanzaram algum posto de mando foram liquidados por Stáline.

Stáline proclamara que: “Qualquer nacionalista judeu é um agente do servizo de inteligência americano. Os nacionalistas judeus acreditam que a sua nação foi salvada pelos EEUU (onde um pode chegar a ser rico, burguês, etc). Acreditam que estám em déveda com os EEUU”.

Stáline ordeou a Kruschev que incitasse o ántisemitismo em Ucrânia dizendo-lhe: “Os trabalhadores nas fábricas devem ser dotados de bates para enviar ao inferno a esses judeus”.

A oposição a Stáline nos anos trinta estava dirigida por judeus.

F)     ÁNTICOMUNISMO NA UNIÃO SOVIÉTICA

Entre os anos sesenta e oitenta, a actividade ánticomunista na URSS foi praticamente exclussiva dos judeus.

Inclusso tras a morte de Stáline, um número massivo de judeus esteve recluído nos cárceres ou em centros psiquiátricos como “inimigos do povo”.

Tras estudar os factos, inclusso Kevin MacDonald admitiu que depois de Stáline e até a Perestroika, a União Soviética fora oficialmente e de facto ántisemita.

A vida era terrível para os judeus na URSS, que numa proporção do 90% a abandoaram em quanto tiveram oportunidade. Muitos de eles passaram vários anos em prisão por reclamar publicamente o direito a sair do país.

Estes são os factos. Por favor, David…Mr. Duke, por favor…digam-me qual de estes factos é falso. Demonstrade-mo ou, por favor, calade a boca.


GUY WHITE

AZAR E TERRORISMO


Alguém adicou-se tras os últimos incidentes a calcular as provabilidades matemáticas de que nos coincida ir num avião no que se produça um incidente terrorista (o cálculo está feito com orige ou destino nos EEUU) concluíndo que:

A provabilidade de ir num voo no que se produça um incidente terrorista deste tipo tem sido de 1 entre 10.408.947 na última década. Comparativamente, a possibilidade de que nos caia um raio acima no transcurso dum ano tomado ao azar é de 1 entre 500.000. Isto significa que, mais ou menos, poderíamos embarcar nuns 20 voos ao ano e aínda seria menos provável que sofréssemos em primeira pessoa um ataque terrorista a que nos partisse um raio.

RAPAZAS OBSERVANTES VIOLADAS POR BESTAS COM UNIFORME



Cinco rapazas judias, alunas duma escola religiosa que foram arrestadas em Yesha há dois anos, vêm de denunciar à Polícia de Israel por tê-las espido e manoseado durante uma detenção.

A detenção teve lugar por traspassar um área militar exclussiva durante a protesta no assentamento de Givat Or, perto de Beit El.

As rapazas, que tinham entre 14 e 15 anos no momento dos factos, afirmam que a polícia as ameazou utilizando uma forza desproporcionada para reduzi-las. Ante a sua negativa a identificar-se os agentes despojaram-nas das suas roupas. O sucesso teve lugar ante a presença dum advogado, que advertiu aos soldados que de levar a cabo esse acto seria constitutivo de delito –como assim sucedeu, tão cedo como o letrado abandoou a estação de polícia.

As rapazas sofreram severos danos emocionais durante o incidente, ante o facto de que uns desconhecidos puidessem vê-las espidas e inspeccionar as suas zonas íntimas, sentindo-se humilhadas, vejadas e desprezadas mentres eram cacheadas. Síntomas estes que se prolongaram no tempo tras concluir o percanze.

O director do centro de atenção a vítimas do acoso sexual da zona, manifestou que as rapazas foram vítimas duma “violação emocional”.

O CANCRO QUE VOS DERROTARÁ


A Knesset padeceu uma dose adicional da habitual retórica radical ánti-sionista por parte dos parlamentares árabes. Foi na jornada de ontem. Nesta ocasião tratou-se do membro do Raam-Taal, Taleb As-Sana, que aproveitou um debate no Comitê de Constituição, Lei e Justiza sobre o congelamento dos assentamentos para enfurecer aos seus colegas nacionalistas judeus. As-Sana dixo que os colonos judeus de Judea e Samaria são “uma metástase cancerosa nos Territórios. Não têm razão alguma para estar ali”.

Ao que o Dr. Michael Ben Ari contestou: “Deixa de incitar! Tu sim que es um tumor!”

Numa imediata resposta, o presidente do Comitê, David Rotem (Israel Beiteinu) replicou: “Se os colonos são um cancro no corpo do Estado palestiniano, espero que este se desenvolva até aniquilar o Estado palestiniano”.

Os membros do Comitê agardavam a presença do Ministro ded Defesa, Ehud Barak, mas este não acudiu, enviando no seu sítio ao seu 2º, Matan Vilnai junto uma cohorte de oficiais das IDF. Quando Vilnai anunciou que a agenda de Barak estava muito apretada, alguns membros do seitor nacional replicaram: “Sim, está muito ocupado desmantelando os assentamentos”.

Como protesta ante a não asistência de Barak, Uri Orbaj (de Fogar Judeu) fixo um cartaz com as palavras “Ministro de Defesa Ehud Barak”, que colocou sobre uma das cadeiras vazias na mesa. “Ehud volveu fogir, esta vez da Knesset”, dixo Orbaj. “Tem-se convertido no Homem Invisível, que vê e não pode ser visto, que obriga mas não pode ser obrigado. Barak acredita que os Comitês da Knesset existem apenas com fins decorativos, e não que são precisamente lugares onde um deve informar e render contas de questões importantes”.

A frase “Ehud fogiu” (“Ehud baraj”, em hebreu, um jogo de palavras a partir do seu nome) tem sido utilizada durante anos pelos rivais políticos de Barak. É uma expressão alusiva a um incidente que sucedeu na sua presença quando era Chefe de Staff nas IDF. Oficiais e soldados que estavam presentes acusaram a Barak de fogir do lugar da tragédia, em vez de ficar e ajudar aos feridos.

ESTOU FURIOSO



A polícia poderia ter verificado fazilmente a coartada do “familiar de Kahane” sem necessidade do show mediático.

Portanto, resulta óbvio e inquestionável que o seu arresto não teve nada a ver commo incidente da mesquita, e muito a ver com a necessidade da esquerda política enquistada no Shin Bet dxe ver o nome de Kahane e do Kaj impresos nas primeiras planas dos jornais relacionando-os com o ataque.

Isto é um desprezável intento de intimidação contra um menor de idade com um apelido célebre, uma intolerável difamação contra um orfo cujo pai foi assassinado e cujo avó foi assassinado.

Polícia, sacade as vossas sujas mãos dos Kahane!

Eles já têm pagado um prezo demassiado alto pela vossa provada incompetência.


ARIEL BEN YOCHANAN

MEIR DAVID KAHANE, O JOVEM


Segundo informou Israel National News, “o passado joves pela manhã a polícia e efectivos do Shin Beit arrestaram a um jovem judeu de Kfar Tapouaj (Samaria), neto do Rabbi Meir Kahane. Testemunhas presenciais afirmaram que o rapaz não foi informado dos motivos da sua detenção antes de ser trasladado a Tel Aviv. Ao longo desse mesmo dia, fontes policiais manifestaram que era suspeitoso de estar implicado no ataque contra a mesquita de Kafr Yasouf de três semanas atrás.

O seu pai, Binyamin Kahane, e a sua mãe, Talia, foram assassinados numa emboscada terrorista o 31 de Dezembro de 2000. O seu avó, o membro da Knesset Rabbi Meir Kahane, fora assassinado dez anos antes.

Activistas do campo nacional reagiram ao arresto afirmando: “Esperamos que o Shin Bet e a polícia não abusem do rapaz da maneira em que habitualmente fazem com os que vivemos nos assentamentos. Ele é um orfo sem pai nem mãe, que foram assassinados num ataque terrorista”.

As forzas de seguridade têm estado muito ocupadas tratando de identificar e arrestar aos involucrados no ataque contra a mesquita de Kafr Yasouf o passado 11 de Dezembro. Desconhecidos entraram no lugar queimando uma alfombra e uns estantes, e debuxando algum graffiti em hebreu no chão, no que se prometia vingança pelo terrorismo árabe”.

Horas depois o rapaz foi posto em liberdade ante a inexistência de provas incriminatórias.


Que coincidência…:

…que o assassinato dos seus pais também fosse o 5 de Tevet.

…que o helenista Governo que temos agardasse à data gregoriana de Fim de Ano, 31 de Dezembro, para que a gente estabelecesse a relação e o calendário hebreu caia pouco a pouco em desuso.

Eu não acredito nas coincidências.

Foi autor David Kahane do que se lhe acusa? Tem uma coartada sólida, coartada que poderia ter sido fazilmente comprovada sem montar escândalo –e não se fixo.

Por muito politicamente incorrecta que poida ser, a neqamah [vinganza, referida aos gentis] É UMA MITZVÁ. Assim que que ninguém agarde para ver correr as minhas lágrimas por uma mesquita destruída pelas lapas.

Devo admitir que não conheço demassiado a Meir David. Apenas temos falado umas quantas vezes. A sua família tem-se cuidado bem de que assim seja, devido às minhas “vinculações”. Sem embargo, podo afirmar que é um rapaz encantador, que trabalha firme na sua aprendizagem e na construcção da nossa Terra com o resto da sua família.

Dito o qual, também acredito firmemente que tem sido, digamos, especificamente educado para não ser igual que o seu pai, o Rabbi Binyamin, HY’D.

Anos atrás, dois dos seus tios propujeram-se borrar o “estigma Kahane” (o que diablos seja que isso poida significar) em Kfar Tapuaj. Tanto Meir David como outro dos seus tios opujeram-se firmemente.

Seja como for, a reacção em Tapuaj tem sido a mesma, já entre os seculares, os judeus de esquerda, os jaredim, os simpatizantes de Kahane, etc: surpresa.

A única diferência é o tom. Positivo ou negativo, todos acreditam o mesmo: Kfar Tapuaj é uma vila “extremista”. Não importa quantos leais e “gentes de bem” o poder traia a viver aquí. Semprfe será a vila do Rabbi Binyiamin Kahane, o Rabbi Binyiamin que um diz dixo:

“A quem lhe importa o que pense a gente? Dedixade-lhes pensar que somos uns colonos lunáticos. Pode que assim nos deixem em paz”.

Assim que, que é o que pretende o Shin Bedt em Tapuaj? Algo seguro. Se não é uma coisa será outra.

Uma nova oportunidade de fazere um repugnante ataque contra a memória da família Kahane?

Um complot para que os simpatizantes de Kahane saiam à luz, indignados pelo infame trato dado a um rapaz orfo?

Alguma outra teoria?

Eligide a que queirades. Pessoalmente, há tempo que tenho deixado de pensar nas motgivações do Shabak, e centro-me mais numa esfera mais importante: os motivos daqueles que lhe dam as ordes. O Governo na sombra dos Peres, Beilin e Barak.


YAACOV BEN YEHUDA

03/01/10

BAUHAUS



La tumba de Maimónides, en Tiberíades, se alza sobre uno de los numerosos promontorios que dominan el mar de Galilea. Es un modesto mausoleo de piedra parda, semicilíndrico, de poco más de un metro de alto, en mitad de una plazoleta circular coronada por una especie de cúpula hecha de vigas de hierro a la vista. Nada espectacular, si se considera que alberga los restos del más grande de los pensadores judíos de la Edad Media (nacido, por cierto, en Córdoba, hacia 1135). El judaísmo recela de los cultos sepulcrales, en los que ve un atisbo de idolatría, y ello explica que el lugar no sea frecuentado salvo por algún turista ocasional, como es mi caso. Al abandonar la plazuela, por uno de los accesos laterales, lo veo, de repente, al otro lado de la calzada. Un edificio de dos plantas, viejo y deteriorado, enteramente realizado en cemento, lo que muchos llamarían despectivamente una caja de zapatos. Me sorprende encontrarlo tan al norte, o sea, tan lejos de Tel-Aviv, en cuyo paisaje urbano encajaría a la perfección, pero me digo que a Maimónides, un filósofo aristotélico que amaba la razón, no le habría disgustado saber que un oscuro arquitecto del siglo XX construiría, en las inmediaciones de su casa para la eternidad, una casa temporal ajustada a pautas racionalistas y a geometrías rectilíneas.

He vuelto a Israel en los días finales del año del centenario de la fundación de Tel-Aviv, ciudad que siempre me recuerda que no toda la cultura del pasado siglo consistió en feísmo, horror y desconcierto. Ahora está de moda emprenderla con la modernidad agonizante por cualquier motivo. El medievalista Michel Pastoreau, uno de los ensayistas más leídos en Francia, ha arremetido recientemente contra la Bauhaus, arguyendo que ésta subvirtió todos los códigos tradicionales del color, de los que no habría entendido nada, pero, a mí, ese racionalismo todavía humanizado me sigue conmoviendo, porque quiso ofrecer soluciones a las necesidades de la gente y no como el racionalismo pleno, que vendría después a exaltar la genialidad de los autores de casas carísimas e inhabitables, las máquinas para (mal) vivir de Le Corbusier, por ejemplo.


El período heroico e inventivo de la Bauhaus abarca los años de la república de Weimar. Tras el ascenso al poder de Hitler, que odiaba aquella arquitectura democrática y «judía», los miembros de la escuela y sus discípulos marcharon al exilio. Muchos de ellos -no sólo alemanes, sino también polacos y rusos- emigraron a la antigua Palestina, entonces bajo el mandato británico, donde los pioneros sionistas trataban de sentar las bases de una sociedad libre e igualitaria. Construyeron por todo el país, pero su obra fundamental fue la nueva Tel-Aviv que levantaron desde 1935, realizando así el proyecto auspiciado diez años atrás por el alcalde Dizzengof, que había encargado a Sir Patrick Geddes elaborar el plan urbanístico para la expansión del enclave surgido en torno al pequeño puerto de Jaffa. El ideario de Geddes propiciaba la contención y el límite. Pensaba que las ciudades, desde sus fases primitiva (eópolis) y clásica (polis), degeneraban en megalópolis condenadas a convertirse finalmente en necrópolis. Como Maimónides, Geddes era un aristotélico que no creía en repúblicas perfectas y eternas.

Los exiliados de la Bauhaus crearon una ciudad imperfecta pero hermosa, alegre y acogedora, que alienta aún bajo el colosalismo posmoderno del skyline de la Tel-Aviv actual, dando testimonio de que la razón y la democracia no están reñidas en absoluto con la intensidad de la vida comunitaria ni, menos aún, con la belleza.


JON JUARISTI

MEMÓRIA HISTÓRICA II


Ancorados na mórbida enfermidade da eterna adolescência política e moral, ostentam o duvidoso privilégio de terem sido a primeira forza parlamentar na história de Europa em negar-se a condear o extermínio de 6 milhões de judeus. Enfundados na sua sempiterna servilheta a quadros manchada de chourizo –já como indumentária prêt-a-porter, já como sustitutivo da membrana de conexões neuronais da que carecem-, o mesmo incitam a violência totalitária da sua rapazada mais camisa parda para reventar qualquer acto cívico, que expulsam ao primeiro que lhes tuse por “conspirador sionista”.

Alguns ingênuos sempre têm sustentado que no BNG (Bloque Nacionalista Galego) convivem um seitor maioritário, duro e asilvestrado, partidário dum marco de relações internacionais baseado -não há tanto- na constelação de Estados estalinistas “realmente existentes”, e na economia centralizada cujo modelo máximo era Cuba e a Albânia de Enver Hoxa, junto um seitor mais “aseado”, onde estaria enquadrada a personagem que hoje traemos aquí. Eu nunca tenho acreditado tal.

O seitor maioritário do BNG, conformado arredor das distintas franquícias promovidas pelo CC da UPG, são partidários declarados do foquismo terrorista que no seu dia exemplificara o carniceiro Ché Guevara (hoje revivido nas soflamas quarteleiras do gorila vermelho venezolano ou do seu exótico sósias, Evo Morales). O seu icono mais presentável, digamos, seria uma sorte de ayatolá com dois mísseis lhe saíndo do turbante: um apontando à Praza Rabin de Tel Aviv, o outro à sede madrilenha da FAES na Carreira de San Jerónimo.

Quando Camilo Nogueira, daquela parlamentar do Bloque na Eurocâmara, se não ando trabucada, escreveu o dislate que reproduzímos umas linhas mais abaixo, não veu senão confirmar que a distinção entre o “seitor da garrota e o seitor dos ilustrados” nessa formação política não é mais que uma mera lenda urbana, na que Nogueira e alguns outros –como sempre se soe passar nestes casos- apenas jogam o papel decorativo que sempre desempenham os parvos úteis. Para assim poder falar de que são uma fronte política muito plural na que convivem variadas sensibiidades, claro.

Estes plurais do BNG.

Se sodes quem de lêr a sua lacrimôgena “crônica”, já veredes que não.


SOPHIA L. FREIRE






CRÓNICA DE PALESTINA


Entre o 2 e o 7 de febreiro fun a Palestina e Israel, acompañando, a título persoal, unha Misión do Parlamento Europeu formada por once deputados de Franza, Italia, Portugal, Gales, Inglaterra, República Checa e Eslovaquia, Lituania e Hungría e polos seus asistentes técnicos. A Misión estaba encabezada por Elisa Morgantini, Vicepresidenta do Parlamento, posuidora dunha longa e valente historia de loita pola liberdade palestina.

Viaxaba até alí por terceira vez, como deputado primeiro e logo como ex deputado, cos colegas que na Cámara europea procuran o fin da ocupación por Israel e o recoñecimento dun Estado palestino plenamente independente en Cisxordania e Gaza nas fronteiras do 1967, libre de asentamentos xudeus. Un Estado con capital partillada en Xerusalén, contando cunha solución para os millóns de refuxiados nos paises próximos.

A vez primeira chegáramos pouco despois da masacre de Ienin, onde vimos o alcance destrutor do ocorrido. Cruzando, desde Xerusalén, de sur a norte polo territorio de Cisxordania comprobamos o suplicio a que son submetidos os palestinos para chegar ao traballo e á escola ou para ver os familiares, tendo que suportar os centos de controis (check-points) levantados polo exército de Israel, entanto que os xudeus dos asentamentos -bairros farturentos en meio da pobreza-, circulan libremente pola terra allea. A segunda vez coincidiu coa marcha de Iasser Arafat a Paris procurando a curación após o sofremento do dramático asedio e bombardeo polo exército de Israel da residencia presidencial da Muqata, na que estivemos. Arafat morrería pouco despois lonxe da súa patria. Neste ano a Misión mantivo reunións en Ramallah, Tel Aviv, Jaffa, Hebrón, Belén, Gaza, Sderot e Xerusalén.


En Ramallah recebiunos o Primeiro Ministro Salam Fayyad, persoa con sólida experiencia internacional, que fora alcalde de Nablús e conseguira a entrega das armas por todas as organización combatentes da vila, sen poder evitar que parte dos militantes xa desarmados foran mortos nun ataque do exército de Israel. Falounos da posición do seu Governo, considerando a marcha das negociacións que seica empreenderon o Presidente de Palestina Mahmoud Abbas e o Primeiro Ministro de Israel Elmudt Holmer [sic] e valorou a importancia para o seu povo do apoio material e político da Unión Europea. Mais non chegou a expor o alcance dun posíbel acordo, nen asegurou perante nós que o compromiso daría lugar a un Estado palestino plenamente independente nas fronteiras e coas condicións demandadas pola ONU. El mesmo trata de construir as estruturas administrativas, económicas, sociais e de seguranza da Autoridade Nacional Palestina, tarefa que entanto se manteña a ocupación semella máis que imposíbel. Salam Fayyad está lastrado pola eiva de ter sido nomeado para o seu cargo polo Presidente Abbas despois de destituir ao Primeiro Ministro Ismael Haniya, de Hamás, que encabezaba lexitimamente desde Gaza un Governo de unidade nacional, coa presenza tamén de Al Fatah. A consecuencia última foi a expulsión violenta de Gaza das forzas policiais dependentes do Presidente e o terríbel retroceso representado pola actual separación entre Gaza e Cisxordania.


Estado laico

Na mesma Ramallah, nunha reunión con membros do Parlamento palestino pertencentes ás diversas formacións políticas, incluida Hamás, entre os deputados presentes a maioría aceitaban e procuraban a solución dos dous Estados, mais parte deles se mostraron favorábeis á existencia dun único Estado laico que acollese as dúas comunidades. Tamén estivemos con Ashraf Al Ajami, Ministro para os Prisioneiros nas cadeas de Israel, acompañado pola avogada Fadwa Barghouthi, a muller do encarcerado Marwan Barghouthi, un dos máis respeitados lideres palestinos. O Ministro, un home ainda novo mais con catorce anos nas prisóns israelís en riba, falounos das condicións de vida dos 10.000 palestinos secuestrados e aferrollados por un Estado alleo, contra todo direito e as leis internacionais.

Xa en Tel Aviv estivemos co director da Delegación da Comisión Europea Ramiro Cebrián Uzal. Favorábel como corresponde á política da UE á existencia dun Estado palestino independente, no debate evidenciou unha certa postura de fría neutralidade no tocante ás responsabilidades no conflito. A Unión Europea é principal sostén económico e social dos palestinos é tamén o primeiro socio económico e social de Israel. Mais o Governo israelí destrui sistemáticamente as infraestruturas, ministerios incluidos, construidas con fondos da Unión nos territorios de Cisxordania e Gaza.

En Jaffa, mui perto de Tel Aviv, axuntámonos con membros de Novos Horizontes, unha organización dentro do Estado de Israel formada por activistas contrarios á violencia, opositores á política do seu Governo e defensores dos direitos humanos e da existencia en igualdade do Estado de Palestina. Jaffa, conserva a beleza da antiga cidade e porto do Imperio otomano.


Na cidade de Abraham, Hebrón, estivemos co alcalde Osaily Khaled, con educadores e con membros do Comité para a Rehabilitación da vila. A cidade, que ten 150.000 habitantes, mostraba a situación de violencia derivada da apropriación da parte alta do centro antigo por 400 xudeus de extrema direita, protexidos por 2.000 membros do Exército. Rúas e edificacións que constituen por sí mesmas un patrimonio da humanidade foron destruidas, sendo continuas as provocacións contra os palestinos. Nós mesmos aguantamos a insolencia de dous adolescentes túzaros que desde o alto arrebolaban pedras da neve que caira os días anteriores contra quen pasaba pola rúa comercial que circunda o asentamento xudeu. O asedio impide que Hebrón desenvolva as súas empresas tradicionais de exportación de pedra labrada –a cidade é o Porriño de Palestina- e de cerámica.


Con Moncho Iglesias [Nota: a este pássaro adicaremos-lhe outro episódio da Memória Histórica]

En Belén, ainda hoxe a cidade cristiá por excelencia en Palestina, as reunións foron co alcalde Victor Btarsah, e co responsábel Jihan Anastas e outros membros do Centro pola Paz da vila. Mellor conservada que Hebrón, e situada entre esta cidade e Xerusalén, Belén está totalmente rodeada polo Muro de Sharon e por asentamentos xudeus. Como nos demais lugares, o alcalde e os activistas pola paz deronos probas de coraxe a intelixencia. Pedíralle que estivese connosco a Moncho Iglesias, profesor galego da Universidade. Convidado a dicir unhas palabras sobre a súa experiencia coas raparigas e rapaces palestinos, nun perfecto inglés falou dos problemas causados entre os xovéns polo isolamento e o apartheid, merecendo o aplauso sincero de todos os presentes.

En Gaza, acompañáronnos membros da UNRWA, a organización da ONU para os refuxiados que, xunto coa Unión Europea, contribue a aliviar materialmente o rigor cruel do cerco imposto á xente da Faixa mediterránea. Pudemos ver o estado do hospital central da capital, coas dramáticas carencias que sofren os doentes, chegando mesmo a morreren en momentos críticos, maiores e prematuros particularmente, a causa da falta de electricidade ou de medicamentos. Topamos co estado de abandono dos campos de refuxiados. Hoube logo unha reunión con muitos dos membros da organización para o Fin do Asedio de Gaza, parte deles antigos prisoneiros en Israel. A serenidade e a mostra de valor do seu comportamento resulta exemplar. Tamén se mantivo unha xuntanza con empresarios palestinos, obrigados a fecharen as súas empresas a causa do estado de sitio. Na mesma cidade de Gaza, con centos de miles de habitantes, as penurias se evidenciaban coa presenza no medio do tráfico de pequenos carros tirados por animais.

Estando a Misión alí, o exército de Israel matou a sete persoas e feriu a outras máis, nunha acción que se repetiu con máis mortos ao día seguinte, como represalia a un lanzamento de foguetes contra o Sderot israelí, ao outro lado da fronteira.

Xa pola tardiña mantivemos o encontro programado en Sderot con membros da Universidade da cidade. Acababa de haber outro lanzamento de bombas contra esta vila, como o día antes sen vítimas.

O paso da fronteira de Erez cara Gaza constituira para nós unha experiencia que retrata un dos elementos da tráxica situación en que se vive. O imenso edificio da fronteira, diferente do que coñecimos hais uns anos, constitui unha cruel representación dun mundo deshumanizado. Para entrar no territorio de Gaza, ademais da demorada lectura informática do pasaporte e da revisión das maletas é preciso pasar por sucesivas celas robotizadas que escanean todo o corpo, sendo manexadas desde o alto por xovéns axentes femeninos e masculinos que fan un traballo de control barbaramente impersoal e aparentemente aséptico. Despois de percorrer longos corredores solitarios, o que se atopa ao pasar a fronteira é un gran espazo abandonado, cos restos da destrución imisericorde das naves dun extenso polígono industrial, no que antes do total isolamento da territorio funcionaron empresas, con traballadores palestinos, que atendían mercados en Israel.


No retorno tivemos que soportar de novo o mesmo control humillante levantado contra os palestinos.

(Cando saíamos de Gaza tocoume sofrer unha experiencia particular. Tendo unicamente no peto a carteira, co cartón de crédito e o pasaporte, logo dun escaneado rotatorio fun desviado a outros cubículos nos que repetiron a operación, para despois ser introducido, por ordes dadas desde a altura e sen posibilidade material de desobedecelas ou contestalas, nunha cela que se fechou herméticamente a miñas costas, sen que ninguén acudise de imediato. Ao cabo dunha meia hora, desde outra cámara separada por un vidro pedíronme que me desnudase. Entraron logo dous ghichos que ainda me pasaron un escaner manual por todo o corpo á procura de non sei qué. Só despois de todo iso, e sen receber ningunha explicación nen disculpa, puiden reunirme co grupo, para suportar posteriormente, como todos, o insolente e demorado control do pasaporte).

En Xerusalén, no Parlamento de Israel, o Knesset, mantivemos unha reunión con tres deputados dos partidos governantes. Dous deles antigos xenerais. Unha xeneral, a primeira muller con esa graduación no exército de Israel, forma parte de Kadima, o partido do Primeiro Ministro. O outro xeneral, ex dirixente do Mossad, é deputado do Partido Laborista. O terceiro pertence tamén a Kadima. Na discusión habida, os componentes da Misión do Parlamento Europeu expuxeron a posición maioritaria na Cámara europea sobre a necesidade do fin da ocupación, coa solución dos dous Estados, para abrir o proceso conducente ao estabelecimento dun Estado de Palestina plenamente independente e soberano, nas fronteiras de 1967.

Entre aqueles deputados xudeus non todas as posicións foron iguais, sendo a da deputada, nacida en Palestina, máis compreensiva que a dos outros dous. Porén, ainda que se tratou sobre a hipotética negociación entre o Presidente da Autoridade Nacional Palestina e o Primeiro Ministro de Israel, o tono das respostas do membros do Knesset aos interrogantes dos deputados europeus foi áspero, exixindo que os governantes da impotente Autoridade Nacional palestina actuasen contra os grupos resistentes utilizando a forza dun Estado que non teñen, e negándose radicalmente a un compromiso sobre os refuxiados. Esquecendo o tratamento especial e privilexiado que Israel recebe por parte da Unión Europea e o carácter da Misión do Parlamento Europeu, acabaron facendo improprias referencias as experiencias sofridas polos xudeus en Europa, como un todo, sen distinguiren entre os diferentes comportamentos históricos e entre uns e outros europeus. Deixaron mui pouco lugar para a esperanza.

Saimos ao dia seguinte desde o aeroporto de Tel Aviv. Desde Xerusalén, a autoestrada que une as dúas cidades atravesa e divide un territorio que pertence á Cisxordania palestina. O moderno aeroporto, que segundo eles é un dos principais de Europa, e as modernas cidades de Israel contrastan coas povoacións palestinas, que sobreviven como poden, alén do muro e carentes do máis preciso.

Os componentes da Misión vivimos de novo de perto a situación de colonización e apartheid na que permanece aquel povo. Comprobamos a coraxe da xente, resistindo con esperanza e criatividade. Os activistas israelís e palestinos, esquecidos polos medios de comunicación mais dispondo dunha compreensión mútua infatigábel, constituen unha reserva para a convivencia en paz. Ainda mantendo a mesma actitude en prol da solución dun problema histórico que envenena o mundo inteiro, volvín coa impresión de que a solución vai para lonxe.

Os israelis non queren ver as razóns demográficas que aconsellarían unha pronta solución. Integrados no sistema de dominio militar dos EEUU e axindo sistemáticamente coa intención de debilitar as posicións do palestinos, procurando mesmo a súa rendición, nen siquer pareceron conscientes de que a única solución estratéxica posíbel para conservar o Estado de Israel é o recoñecimento dun Estado palestino independente. De non ser así acabarase impondo non só a xustiza, senón tamén a demografía: os palestinos, con 5 millóns de persoas entre Cisxordania e Gaza, Israel e Xerusalén Leste e alcanzando sobre 10 millóns contando tamén os refuxiados nos paises próximos, superan con muito aos 5,5 millóns de habitantes xudeus de Israel. Cada vez a diferenza será maior. Ainda sofrendo, os palestinos resistirán.

Na volta a Galiza fican presentes a deslumbrante impresión da mezquita de Al Aqsa -coa estrutura arquitectónica dunha basílica romana e con fermosísimos e sobrios adornos- e da Cúpula da Rocha, no conxunto das Explanada das Mezquitas, un amplo espazo de beleza única no mundo, dentro da cidade vella de Xerusalén, e a visión dos sitios históricos xudeus e cristiáns da capital e de Hebrón e Belén.


CAMILO NOGUEIRA ROMÁN

18 de Fevereiro de 2008

A RELIGIÃO NÃO DESMERECE DO NACIONALISMO



A linha divisória entre fanatismo e o sentido arraigado dos valores é ténue. A decadente Roma rematou sendo o paraíso da permissividade, e o matrimônio gay nos EEUU ou os desfiles homosexuais em Jerusalém não são menos horrorosos. As pessoas não são só corpos, mas também mentes e espírito. Possuem valores. Um estadounidense secular desprezará provavelmente a monarquia, a poligâmia ou o comunismo sem saber demassiado o que seja cada uma dessas coisas. A sua crença nos valores americanos é totalmente religiosa. Muitos estadounidenses sentiriam-se ofendidos pelas famílias polígamas, e não lhes gostaria vê-las passeando pelas ruas dos EEUU. A muitos judeus, de modo semelhante, não lhes gosta ver grupos de gays desfilando por Jerusalém adiante. A poligâmia em privado ou a homosexualidade é assunto de cada quem, mas a bulra em público dos valores duma sociedade é inaceitável. Uma sociedade judia no religioso nunca executaria a gente que acreditasse nas teorias de Darwin. Para além dos polêmicos assuntos do aborto, a comida kosher e o trabalho público em Shabat, os religiosos judeus têm a sua visão de Israel –igual que a têm os nacionalistas judeus. Os três grandes temas políticos são o território, a demografia e a táctica militar. Os nacionalistas seculares, de Jabotinsky em adiante, assim como os judeus observantes, sustentam que nem um ápice da terra que Israel possua deve ser entregada aos árabes, que não se pode permitir que os árabes cheguem a constituir uma maioria em Israel, e que a resposta aos ataques árabes deve ser o suficientemente cruel como para disuadi-los.


Judea –que os estrangeiros denominam o West Bank- é um elemento central à ideia nacional judia. É o gérmolo do antigo Estado judeu, o fogar dos Patriarcas, Profetas e Reis. Os estadounidenses seculares rechazariam qualquer oferta que os chineses figessem para obter a Casa Branca. De modo semelhante, Judea é algo inegociável para os judeus patriotas e religiosos.

Gaza tem menor significação ideológica, mas não deveria ter sido entregada por razões estratégicas. Uma Gaza palestiniana significaria que Israel pode ser seccionada à metade pela autoestrada entre o Estado palestiniano no West Bank e Gaza, que também se poderia converter na ponta de lança dos egípcios radicais contra Israel. A carta egípcia, de facto, está-se jogando agora, na medida em que Hamas recebe armas e explossivos procedentes de Egipto.

Os Altos do Golan são muito importantes estrategicamente, mas a razão principal para não devolvê-los é a decência. Israel tem repelido a agressão síria em trtês ocasiões, e esse território é o tributo mínimo. Devolvê-lo a Síria seria traizoar aos judeus que lutaram e morreram lá. O Golan é irrelevante para a paz com Síria, que já odiava a Israel antes de tomar os Altos em 1967. Síria é o inimigo estratégico de Israel e sempre o será, para além dos tratados de paz, que só existem sobre o papel. Os Altos do Golan proporcionam a Israel uma irrenunciável profundidade de defesa crítica em caso de guerra com os sírios.

A propaganda israeli subestima o problema demográfico. A proporção de árabes em Israel, sem embargo, é artificialmente baixa devido ao recente influxo dos velhos judedus procedentes da URSS. Mas estes não vam ter mais descendência. No grupo representativo de idade entre 0 e 9 anos, os árabes representam o 32%, e a proporção tende a crescer. De aquí a 30 anos, os árabes constituirão a facção maioritária na Knesset, e provavelmente de modo absoluto. Isso significará o fim do Estado Judeu. Israel, como democracia etnicamente cega e tolerante, é um semsentido para os judeus. Os EEUU e Austrália proporcionam melhores expectativas para os judeus que um Estado de Israel dominado pelos árabes.

Os árabe-israelis, junto com os palestinianos dos territórios, devem ser transferidos a Jordânia, Estado onde os palestinianos já conformam a maioria.


OBADIAH SHOHER

A ERA DO ÉXODO REMATOU


Não sou capaz de lembrar quem me recomendara lêr “Exodus” quando era um rapaz. Mas fiquei impactado pelo livro, e alguns anos depois, quando vim o filme fiquei cautivado. Provavelmente só o volvim ver uma vez desde aquela (muito antes da aparição do VHS), mas foi mais que avondo para formar-me uma impressão duradeira sobre Israel. Como se estivesse tirada da litúrgia de Janucá, Israel semelhava o relato do trunfo do débil sobre o poderoso, dos poucos sobre a multidão, dos rectos sobre os perversos. Era uma história embuída de claridade moral, do sentido duma missão e um destino. Era, simplesmente, a Israel na que eu acreditava cegamente antes de conhecê-la.

Muitos anos depois, aos comezos da década que vem de rematar, trasladamo-nos a Israel. Um dia, dois dos nossos filhos volveram a casa da escola. A Intifada estava no seu apogeu; eram pequenos e sentiam-se confundidos, feridos e asustados. Então, decidim que alugar “Exodus” poderia ser a terápia que necessitavam.

Apenas comezado o filme, notei que a minha sessão pedagógica ía fracassar. Aos rapazes aburria-lhes a fita, decepcionados pela sua primitiva tecnologia. A linha argfumental semelhava-lhes insípida, edulcorada. Mas, aínda pior, o filme não lhes reflectia a conplexidade do conflito que estavam vivendo. Tratei de que figessem um esforzo, mas foi em váu. Na realidade, nem eu era capaz de sobrepôr-me à carência de empatia. Não rematamos de vê-lo; esbozei uma espécie de desculpa por fazer-lhes perder o tempo, e devolvim a fita sem grandes fanfárrias.

Têm passado uns quantos anos desde aquela fracassada sessão pedagógica, mas volveu-me à memória com grande intensidade a passada semana quando me inteirei da morte de Ike Aharonovitch, o capitám do Exodus. O comandante do barco, Yossi Harel, morrera um ano ou dois antes. Leon Uris, o autor da novela, em 2003, e Paul Newman, que interpretara a Ari Ben-Canaan no filme na versão cinematográfica faleceu em 2008. Portanto, com a morte de Ike, a era do Exodus rematara.

Para a minha surpresa, sentim-me assaltado por uma tristeza maior do que cabia agardar.

Se eu crescera com “Exodus”, meus filhos têm-no feito com “Munich” e “Waltz with Bashir”. Eu crescim com uma idílica image de Israel personificada em Ari Ben Canaan, elaborada no exílio. Os nossos filhos, sem embargo, cresceram aquí. E esta década recém terminada, na que se converteram em adultos, começou com a 2ª Intifada, seguiu com a “desconexão” e depois com a problemática 2ª Guerra do Líbano, para rematar nestes dias com o assunto Shalit, o imprevisível Iran e uma condeia internacional sem precedentes contra aqueles combatentes que no Exodus alcanzaram o seu maior momento de autoestima. A morte de Ike é, portanto, a metáfora perfeita –a sua morte é uma lembrança de que o mundo no que eu me criei tem desaparecido quase por completo. Os nossos filhos estám ocupados estes dias. Um na escola judicial e ultimando o seu matrimônio, outro no exército e apenas desperto os dias que pode vir a casa, e o outro trabalhando nos seus exames de matrícula, pensando no que fazerá quando se gradue. Em muitos sentidos, eles conhecem muito melhor que eu este país, e não sintem muita inclinação a perder o tempo com as sessões pedagógicas do seu pai.


Contudo, estou tentado a intentá-lo de novo. Sei que não sucederá, mas aínda os imagino, brindando pelos velhos tempos, quizá como uma concesão face os seus velhos pais, sentados conosco dispostos a ver por última vez “Exodus”. Pediria-lhes que obviassem o velho estilo de história de amor hollywoodiense, que tratassem de não rir nas cenas do noble árabe com a sua toga e kefya na terraza do Hotel Rei David, e que deixassem um rato à marge os seus comentários políticos sobre a óbvia simplificação do conflito. Por que? Porque a pesar da simplificação e o edulcorado da trama incidental, “Exodus” transporta-nos a um mundo que existiu, embora já não exista. É um recordatório dos dias em que os jóvenes judeus dos EEUU sabiam que a história que estava tendo lugar além do ocêano era também a sua história –algo que já não podemos hoje garantir. Transporta-nos aos dias em que os judeus estadounidenses e os judeus israelis sabiam que a história era complicada, mas sabiam também, com toda a força do seu ser, que o futuro judeu dependia da soberania judia. Era uma época na que através do mundo os judeus ainda acreditavam na possibilidade dum genuíno liderádego, quando as massas judias podiam falar sem se avergonhar da justiza fundamental da nossa causa.

Os nossos rapazes, e a maioria dos seus amigos, aínda acreditam nessas coisas. Mas têm aprendido que a maioria da gente não o faz; muitos consideram-no ingênuo –ou algo pior. “Exodus” é o vestígio duma época na que o mundo era diferente. A forma de fazer filmes tem cambiado, ao igual que o próprio mundo. Devido a isso, a paz e a justiza são conceitos mais elusivos hoje do que o eram daquela. Como os nossos tempos, Ike Aharonovitch era um tipo complexo. De não ser por Harel, ele provavelmente teria mandado a pique o barco com o seu passagem dentro. Nós também somos propensos aos extremos. Mas o seu legado é importante porque ele acreditava nos Judeus, no seu Estado aínda incipiente e na justiza fundamental da sua causa.

Ninguém de nós poderíamos escrever a novela de Leon Uris hoje em dia, mas isso não é excusa para não ter uma história que contar. A memória de Ike exige que retomemos a narrativa –quizá baixo outras formas, mas sem pedir desculpas por insistir na justiza fundamental da nossa causa.

Os meus filhos provavelmente nunca vaiam ver “Exodus”. Assim que lho direi nestas linhas: estamos em dévede com Ike, e com os seus contemporâneos. Assim que, mentres começa uma nova década, a nossa obriga para com ele é muito singela. Dalgum modo, temos que ré-encontrar a coragem e a fortaleza para acreditar e levar a cabo o sonho que a sua geração viveu e nos transmitiu a todos nós.


DANIEL GORDIS

ESSA RELIGIÃO DE PAZ…



Um tipo de orige somali e vinculado a várias organizações terroristas islâmicas tem sido arrestado em Dinamarca quando tratava de acceder à casa de Kurt Westergaard, um dos debuxantes do jornal danês que publicou uma vinheta de Mahoma em 2005.

O detido, como é habitual, portava um machado e um coitelo e ía acompanhado doutras duas pessoas, informou este sábado o jornal danês “Politik”. O inspector chefe da polícia de Jutlândia, indicou que o homem foi reduzido o venres pela noite por vários polícias tras receber dois impactos de bala nas extremidades, sublinhando que o atacante, de 27 anos de idade, foi trasladado a um hospital de Aarhus. O frustrado homicida tinha estreitas ligações com o movimento islâmico somali Al Shahab e com Al Qaeda, na África oriental, e os servizos secretos seguiam a sua pista desde havia tempo.


O caricaturista, que no momento do assalto estava com uma das suas netas, de cinco anos de idade, já tem sido objecto de várias ameaças e ataques desde a publicação das vinhetas em 2005.

Segundo o relato policial, o debuxante logrou salvar a vida refugiando-se num quarto de banho que converteu num búnker de seguridade desde que começou a recebr ameaças. Desde o refúgio, Westergaard chamou à polícia mentres o somali tratava de romper a porta a golpe de machado proferindo ameaças em danês.

Em Fevereiro de 2008 a polícia deteve a dois tunezinos acusados de planear um atentado contra ele. Na mesma operação a polícia deteve também a um danês de orige marroquina, que depois foi posto em liberdade, mas que continua imputado no caso. Westergaard e a sua dona têm cambiado de domicíliol várias vezes, por recomendação dos servizos secretos daneses.

O diário “Jyllands Posten” publicou em Setembro de 2005 uma dúzia de caricaturas do profeta Mahoma que provocaram uma violenta vaga de protestas em vários países muçulmãos.

SUPERVIVENTE DO HOLOCAUSTO?


O “The Jerusalem Post” informa que a supervivente do Holocausto e activista pró-Gaza, Hedy Epstein, em greve de fome, não é uma supervivente do Holocausto –quando menos em sentido estrito.

Segundo a Wikipedia: “Epstein nasceu numa família judia de Friburgo, Alemanha, e em 1939 fogiu da persecução názi via o Kindertransport face Inglaterra”.

Pensades que se pode tratar dum erro?

Botemos uma olhada à sua própria página web:

“Hedy Epstein (nascida Wachenheimer) nasceu o 15 de Agosto de 1924 em Friburgo, Alemanha. Viveu com os seus pais Ella e Hugo Wachenheimer em Kippenheim, Alemanha. A sua família vivera em Alemanha durante várias gerações. Ambas ponlas da família procediam de Espanha. O pai de Hedy levava um negócio com o seu irmão, que fora fundado pelo seu avó Heinrich Wachenheimer em 1858. A mãe de Hedy era ama de casa. Hedy foi a sua única filha.
(…)
Hedy contava 8 anos quando Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha, o 30 de Janeiro de 1933…O 18 de Maio de 1939, Hedy marchou a Inglaterra num convoy infantil”.


Hedy não esteve em campo de concentração algum, nem em campos de trabalho, corredores da morte ou ghettos.

Na sua página web diz:

“Nota: As minhas apresentações cobrem temas sérios, como o período názi em Europa. Alguns nos mass media judeus têm afirmado que não deveria criticar as relações do Governo israeli com o povo palestiniano porque dalguma maneira equiparo e igualo ambas situações. Cada situação é única; cada uma deve ser julgada pelos seus próprios méritos e deméritos”.


Sim, Hedy. Podes criticar. Mas não deverias utilizar a analogia do Holocausto.


P.S.

Esta outra octogenárfia semelha ser mais autêntica:

Segundo informa a Agência Reuters: A polícia deteve a várias dúzias de activistas ánti-Kremlin, incluíndo a uma antiga dissidente soviética de 82 anos disfarçada da ajudante feminina de Santa Claus, numa manifestação celebrada na véspera no Ano Novo na principal rua comercial de Moscova, o passado joves. A dissidente da época soviética e organizadora da manifestação, Lyudmila Alexeyeva, disfarçada de Snegurochka, ajudante do Pai Neve nos contos de fadas russos, foi empujada a um furgão policial por forças para-militares. “Não sei por que fum detida. Como vou eu opôr resistência a ninguém?”, dixo perguntada pela Rádio Echo Moskvy, que informou que entre 30 e 50 pessoas foram detidas.


YISRAEL MEDAD

QUIZ PARA FEMINISTAS



Quantas mulheres de Gaza sofrem a violência dos seus homens?

10%

25%

42%

63%

77%

Resposta


YISRAEL MEDAD

CARTA A OBAMA DE UMAR FAROUK


¡Aloha, Sr. Barack Hussein Obama! En el nombre del más misericordioso, le escribo yo, Umar Farouk Abdulmutallab, desde Michigan. Aquí estaré metido unos días en una celda bastante cómoda tras mi fallido intento de estallar un avión que iba a Detroit plagado de infieles. Algo falló en el mecanismo del explosivo de pentrita que yo portaba en mis calzoncillos y casi me quemo las pelotillas en el asiento A-19. Pero le confieso que mi única culpa fue usar ese explosivo del "pent", pues al no encontrarse libre en la naturaleza, contamina el medio ambiente.

Aun así, ya estoy mejor y me dicen mis abogados que gracias a usted y a su Departamento de Justicia me van a enjuiciar por lo civil y no por lo militar. Es posible que hasta le pida a mi abogado, remunerado con dinero público de los estadounidenses, que me ponga en contacto con sus amigos Jeremiah Wright y Bill Ayers para ver si ellos dos me aconsejan sobre cómo llegar a un acuerdo judicial y así poder alegar discriminación religiosa contra mí, difamación étnica o incluso quemadura genital de segundo grado. Lo mismo, Presidente, hasta me gano una pasta que enviar a Yemen para que otro yihadista siga mis pasos y se suba a otro avión pagando al contado el billete y sin equipaje. Porque ya sabe usted que vendrán más.

Ojalá esté disfrutando mucho de sus merecidas vacaciones en Hawái jugando al tenis, al golf y al baloncesto o correteando bajo las altas palmeras y la brisa marina junto a su perro Bo. Le confieso que me gustó mucho oír el otro día en televisión a su encargada de Seguridad Nacional, la señora Janet Napolitano, decir que el sistema de seguridad funcionó muy bien. Ya sabe usted que aunque los medios satánicos de la prensa de su país acusan a la pobre señora Napolitano de mentir, lo cierto es que ella tiene razón: todo funcionó perfectamente, menos el detonador en el calzoncillo y las pelotillas algo chamuscadas..., pero en general bastante bien para mí. Casi logro mi objetivo de cargarme a trescientos infieles, incluidas las azafatas, así que no salga usted luego en la televisión diciendo que el sistema falló.

Fíjese usted que pude volar sin ningún problema y sin pasaporte a Estados Unidos. Y todo pese a que mi padre habló varias veces con la Embajada de Estados Unidos en Nigeria y con la CIA y les dijo que yo me había convertido en un yihadista. El caso es que entre la Dirección Nacional de Inteligencia de su país, la CIA y el Centro Nacional de Antiterrorismo, no hubo ningún malvado infiel que me impidiera el paso, cosa que agradezco y prueba lo bien que van las cosas tras un año de su Administración. Tanto que hasta me concedieron un visado. Menos mal que no apareció ningún Jack Bauer como en la serie esa de 24 que estoy ahora viendo en mi ordenador portátil aquí en esta agradable estancia de Michigan.


Le agradezco también que tardara usted tres días en salir en televisión ante su país de infieles para explicarles los hechos y aclararles a todos que yo soy tan sólo un "extremista aislado", así como un "sospechoso" que "supuestamente intentó prender un explosivo en su cuerpo". Hace usted bien en usar estos términos legales y en no precipitarse a llamar a esto un ataque "terrorista" ni otros apodos recriminatorios por el estilo. Son, como bien dice usted, desastres humanos, como lo del pasado junio en Little Rock, Arkansas, con nuestro hermano Abdul Hakim Mujahid Muhammad cargándose a un infiel estadounidense. O como lo de noviembre en Fort Hood en Texas, de nuestro también hermano Nidal Malik Hassan, acribillando a balazos a trece soldados infieles del Ejército de los Estados Unidos.

Gracias también por querer cerrar Guantánamo. Creo de verdad que puestos a cambiar de ubicación, debería usted hacer lo que pensaba, o sea soltar a los noventa yemeníes que tienen ahí para que puedan volver a unirse al grupo de Al Qaeda en la Península Arábiga. Al resto, ojalá los perdone también usted y, si no, al menos llévelos a todos también a Hawái y colóquelos en alguna de esas bahías de Maui donde puedan practicar windsurfing yihadista y otras aventuras acuáticas.

Finalmente, ha de saber usted que también acierta cuando sigue culpando a Bush y a Cheney de todos los males, pues por culpa de ellos estuvimos sin poder concretar ningún ataque contra los infieles tras el glorioso 11 de septiembre de 2001. Con usted ahora es ya otra cosa. Lástima del error de mis calzoncillos, que me iban algo prietos, que si no... Pero descuide que habrá más oportunidades. Siga usted culpando a otros y sobre todo a Bush. Siga escuchando a su fiscal general Eric Holder y siga adelante con los juicios civiles para el hermano Khalid Sheikh Mohammed y los que organizaron la santa cruzada del 11-S. No crea usted a esos que le dicen que como lleva ya un año de Presidente, usted es el responsable de todo. No, no; usted hágase sólo responsable de que "extremistas aislados" como yo seamos bien tratados y de que no se nos discrimine a la hora de permitirnos subir a un avión sin pasaporte pero con visa norteamericana e intentar hacerlo explotar por los aires. Al fin y al cabo, pase lo que pase, la culpa siempre será de Bush.

En fin, le dejo pues veo que me traen la cena ya. Gracias otra vez por ser tan bueno con nosotros y entender que todo esto ha sido únicamente un "fallo de seguridad potencialmente catastrófico". Siga usted haciendo que la CIA no pueda funcionar bien por miedo a pleitos legales por parte de su Departamento de Justicia y deje usted que informes importantes como el mío se empolven cuatro meses en la burrocracia de Washington.

Gracias, señor Obama. Feliz Año Nuevo. ¡Aloha!



ALBERTO ACEREDA

OS DIREITOS DE ISRAEL NOS TERRITÓRIOS DESPUTADOS



As recentes proclamas da nova portavoz em relações exteriores da União Europeia, Catherine Ashton, criticando a Israel têm focado uma vez mais a atenção internacional sobre Israel e os assentamentos. Porém, semelha que pouco se tem entendido sobre os direitos de Israel aos geralmente denominados “territórios ocupados”, mas que na realidade são territórios em desputa.

Isto deve-se a que os territórios conhecidos como West Bank não podem ser considerados “ocupados” no sentido legal da palavra, na medida em que nunca têm gozado de soberania reconhecida antes da conquista por parte de Israel. Contrariamente a algumas crenças, nunca tem existido um Estado palestiniano, e nenhuma nação tem fixado Jerusalém como a sua capital, para além de ter estado sob controlo islâmico durante centos de anos.

 O termo “West Bank” foi usado por vez primeira em 1950 pelos jordanos, quando anexaram o território, para diferenciá-lo do resto do seu pais, situado na marge oriental do rio Jordão. As fronteiras deste território foram fixadas apenas um ano antes durante o acordo de armiustício entre Israel e Jordânia que rematava a guerra começada em 1948, quando cinco exércitos árabes invadiam o nascente Estado Judeu. Foi ante a insistência jordana, que a linha de varmistício de 1949 não foi reconhecida como fronteira internacional, senão apenas como uma linha de demarcação entre exércitos. O Acordo de Armistício diz especificamente: “Nenhum aspecto deste Acordo perjudicará em modo algum os direitos, exigências e posições de cada uma das partes no que respeita à pacífica discusão da questão palestiniana; o previsto neste Acordo vem ditado exclussivamente por considerações militares” [cursivas de nosso]. Esta fronteira converteu-se na conhecida como “Linha Verde”, chamada assim porque os oficiais durante as conversas do armistício utilizaram um rotulador dessa cor para trazar a linha divisória no mapa.

Tras a Guerra dos Seis Dias, quando uma vez mais os exércitos árabes se propujeram destruir Israel e o Estado Judeu e, conseqüentemente, tomar o West Bank e outros territórios, a ONU tratou de estabelecer uma solução duradeira ao conflito. A Resolução 242 do Conselho de Seguridade da ONU é, nesse sentido, um dos documentos mais malinterpretados na areia internacional. Mentres muitos, especificamnente os palestinianos, sustentam a ideia de que o documento exige a devolução de Israel de todos os territórios conquistados para além da Linha Verde, nada está mais distante da verdade. A Resolução faz um chamamento à “paz com fronteiras seguras e reconhecidas”, mas para nada menciona onde essas fronteiras devem ser estabelecidas.


O melhor é analisar as intenções dos autores da Resolução antes de entrar a considerar outras interpretações. Eugene V. Rostov, Subsecretário de Estado para Assuntos Políticos em 1967, e um dos autores da Resolução, afirmou em 1990: “A Resolução 242 do Conselho de Seguridade e (posteriormente) as Resoluções 338, etc., baseam-se em dois princípios: Israel administrará o território até que os seus vizinhos árabes fagam a paz; e, quando a paz exista, Israel deverá retirar-se a “fronteiras seguras e reconhecidas”, que não têm porque ser as mesmas da Demarcação do Armistício de 1949”.

Lord Caradon, o Embaixador britânico na ONU naquela época, e o redactor principal da Resolução –pois foi quem a apresentou ante o Conselho- dixo em 1974 de modo inequívoco que “teria sido um erro exigir a Israel regressar às suas posições do 4 de Junho de 1967, porque aquelas posições eram indesejáveis e artificiais”.

O Embaixador dos EEUU ante a ONU naqueles dias, o antigo juíz da Corte Suprema, Arthur Goldberg, puxo as coisas aínda mais claras quando em 1973 manifestou que “a Resolução fala de retirada de territórios ocupados, sem definir a extensão de ‘retirada’”. Mas traduziria-se como “algo inferior a uma completa retirada das forças israelis dos territórios ocupados, na medida em que as fronteiras anteriores de Israel demonstraram ser notavelmente inseguras”.

Inclusso o delegado soviético ante a ONU, Vasily Kuznetsov, que se enfrontou ao texto final, admitiu que a Resolução outorgava a Israel o direito de “retirar as suas tropas apenas até as linhas que ela considerasse adequadas”.

Tras a Guerra de 1967, quando os judeus começaram o regresso aos seus territórios históricos no West Bank –ou Judea e Samaria, como for a conhecido em todo o mundo durante 2.000 anos, antes de que os jordanos lhe cambiassem o nome- eclosionou o tema dos assentamentos. Sem embargo, Rostov não achou impedimento legal algum ao assentamento judeu nesses territórios. Ele manteve que o originário Mandato Britânico de Palestina aplica-se ao West Bank. Dixo, concretamente, “o direito judeu a assentar-se no occidente palestiniano do rio Jordão, quer dizer, em Israel, o West Bank e Jerusalém é inquestionável. Esse direito nunca tem sido concluído, nem o será sem uma paz reconhecida entre Israel e os seus vizinhos”. Não existe documento internacional algum que tenha derrogado o direito do assentamento do Povo Judeu desde então.

Mas, contudo, existe a percepção de que Israel está ocupando um território roubado e que os palestinianos são a única parte com direitos nacioinais, legais e históricos a ele. Isto não é apenas falso desde o terreno moral e dos factos, senão que é quanto mais se aceita este discurso, mais legitimados semelham amosar-se os palestinianos para não se sentar numa mesa de negociações.

Proclamas como as efectuadas por Lady Ashton não são apenas incorrectas, senão que afastam aínda mais a possibilidade duma solução.



DANNY AYALON

[O Sr. Ayalon é o nº 2 do Ministério de AAEE israeli. Este artigo apareceu no The Wall Street Journal o passado 30 de Dezembro de 2009]